Sugestão de Músicas para Missa do 26º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Está procurando músicas para o 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A? Nesta seleção do Universo Litúrgico, reunimos sugestões de cantos para os principais momentos da Missa, da Entrada ao Canto Final, considerando não apenas a temática das músicas, mas também a função litúrgica de cada canto e sua relação com a Palavra de Deus proclamada neste domingo.

A Liturgia da Palavra apresenta um forte chamado à conversão, à obediência e à coerência entre aquilo que professamos e aquilo que realmente vivemos. Em Ez 18,25-28, Deus chama o pecador a abandonar o caminho errado e escolher a vida. Em Fl 2,1-11, São Paulo apresenta Jesus Cristo como modelo de humildade e obediência. No Evangelho de Mt 21,28-32, Jesus conta a parábola dos dois filhos e mostra que não basta dizer “sim” ao Pai: é preciso realizar concretamente a sua vontade.

Um artigo do nosso acervo atualizado para continuar servindo à Liturgia

Este artigo faz parte do acervo histórico do Universo Litúrgico e foi publicado originalmente em 2011, com sugestões de músicas para o 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A.

Em vez de simplesmente substituir aquele conteúdo por uma nova publicação, realizamos um trabalho de revisão e atualização editorial, preservando a proposta original do artigo e adequando sua apresentação ao trabalho que o Universo Litúrgico desenvolve atualmente.

Isso é possível porque a Liturgia da Igreja segue um ciclo. As leituras de Ez 18,25-28; Sl 24(25); Fl 2,1-11 e Mt 21,28-32 voltam a ser proclamadas quando celebramos novamente o 26º Domingo do Tempo Comum no Ano A.

Assim, um repertório preparado em 2011 não precisa ficar preso àquele ano. Suas sugestões podem continuar servindo aos músicos, ministérios e equipes de canto sempre que essa celebração retornar no calendário litúrgico.

Nesta atualização, o repertório original foi revisto, as sugestões foram organizadas segundo os diferentes momentos da Missa e acrescentamos uma reflexão sobre a Liturgia da Palavra, além de uma explicação sobre a função litúrgica de cada canto, o motivo de sua escolha e sua relação com as leituras quando essa relação é pertinente.

Dessa forma, preservamos a história do nosso acervo sem deixar o conteúdo parado no tempo. A proposta é manter este artigo como uma referência permanente para as músicas do 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A, podendo receber novas revisões quando necessário.

Última Atualização: 23/09/2026


Repertório para o 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Para quem chegou procurando diretamente quais músicas cantar no 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A, este é o repertório selecionado:

Entrada: Eis-me Aqui, Senhor – Coral Palestrina
2ª opção de Entrada: Sim, Eu Quero! – Mons. Jonas Abib
3ª opção de Entrada : Vinde também vós à Minha Vinha – Wallison Rodrigues
Ato Penitencial: Senhor, Vós Sois o Caminho – Coral Palestrina
Glória: Glória Oficial da Liturgia – Coral Palestrina
Salmo Responsorial: Sl 24(25) — “Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão” Veja abaixo nossa sugestão
Aclamação ao Evangelho: “Aleluia, Aleluia!” – Comunidade Recado (Cânticos para a Missa)
Versículo: cantar o versículo próprio do 26º Domingo, utilizando a melodia da antífona prevista na composição.
Apresentação das Oferendas: É Devolução
Santo: Santo é o Senhor – Banda Adonai
Comunhão: Aonde Iremos Nós
Pós-Comunhão: Missão de Profeta – Pe. Fábio de Melo
2ª opção – Tenham em Vós os Mesmos Sentimentos de Cristo – Pe. Francisco Estrada Sandoval
Final: Como Não Falar do Teu Amor – Dunga

A seguir, vamos compreender a Palavra de Deus deste domingo e, depois, analisar cada uma dessas escolhas.


Liturgia da Palavra do 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Primeira Leitura: Ez 18,25-28
Salmo Responsorial: Sl 24(25)
Segunda Leitura: Fl 2,1-11
Evangelho: Mt 21,28-32

Não basta dizer “sim”: é preciso fazer a vontade do Pai

A Palavra de Deus deste domingo coloca diante de nós uma realidade muito presente na vida cristã: a diferença entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente fazemos.

Na primeira leitura, retirada do livro do profeta Ezequiel, encontramos um chamado muito claro à responsabilidade pessoal e à conversão.

O justo pode abandonar o caminho da justiça e afastar-se de Deus. Da mesma maneira, aquele que estava no pecado pode reconhecer seus erros, mudar de direção e voltar-se novamente para o Senhor.

Isso revela algo muito importante sobre a conversão: nosso passado não precisa determinar definitivamente nosso futuro.

Deus oferece ao homem a possibilidade de reconhecer seus erros e mudar de caminho.

Por isso, o profeta mostra que, quando o pecador se arrepende da maldade praticada e passa a observar o direito e a justiça, ele preserva a própria vida.

Essa mesma atitude aparece transformada em oração no Salmo 24(25):

“Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão.”

O salmista não se apresenta diante de Deus como alguém que nunca errou. Pelo contrário, reconhece sua necessidade de ser conduzido:

“Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada!”

Aqui encontramos uma verdadeira espiritualidade da conversão.

Converter-se não significa simplesmente reconhecer que determinada atitude estava errada. Significa também permitir que Deus nos mostre novamente o caminho e decidir percorrê-lo.

É exatamente essa realidade que Jesus apresenta de maneira ainda mais concreta no Evangelho.

Os dois filhos: a diferença entre falar e fazer

Em Mt 21,28-32, Jesus apresenta a parábola de um pai que pede aos seus dois filhos que trabalhem na vinha.

O primeiro responde que não quer ir.

Entretanto, depois reconsidera sua atitude, arrepende-se e vai.

O segundo responde ao pai:

“Sim, senhor, eu vou.”

Mas não vai.

Jesus então faz uma pergunta simples e decisiva:

“Qual dos dois fez a vontade do pai?”

A resposta é evidente: o primeiro.

E aqui encontramos um dos pontos mais fortes da Palavra deste domingo.

O primeiro filho começou respondendo de maneira errada, mas terminou fazendo aquilo que o pai desejava. O segundo pronunciou a resposta correta, porém sua atitude contradisse suas palavras.

Cristo mostra, portanto, que a verdadeira obediência não está apenas naquilo que dizemos, mas naquilo que fazemos.

Essa parábola também nos impede de transformar a vida cristã numa aparência religiosa.

É possível conhecer as respostas certas.

É possível falar de Deus.

É possível participar da comunidade.

É possível cantar, tocar, exercer um ministério e até repetir muitas vezes:

“Sim, Senhor.”

Mas permanece a pergunta apresentada pelo Evangelho:

Estamos realmente fazendo a vontade do Pai?

O arrependimento que produz mudança

Existe ainda um detalhe fundamental na parábola.

O primeiro filho muda sua decisão.

Ele havia dito não.

Poderia simplesmente permanecer naquela resposta. Entretanto, reconsidera sua atitude e vai trabalhar na vinha.

Essa mudança aproxima profundamente o Evangelho da primeira leitura.

Ezequiel fala daquele que reconhece o caminho errado e muda sua maneira de viver. Jesus apresenta um filho que também percebe que sua primeira resposta não deveria ser sua resposta definitiva.

Por isso, a liturgia deste domingo traz também uma mensagem de esperança.

Talvez em algum momento tenhamos respondido “não” a Deus.

Talvez tenhamos feito escolhas erradas.

Talvez tenhamos falhado justamente naquilo que prometemos realizar.

A Palavra de Deus não nos convida a permanecer presos ao erro.

Ela nos chama à conversão.

Enquanto podemos reconsiderar nossas escolhas e retornar ao caminho do Senhor, existe a possibilidade de levantar e ir novamente trabalhar na vinha.

Cristo não apenas disse “sim”: Ele obedeceu

A segunda leitura aprofunda ainda mais essa mensagem.

Em Fl 2,1-11, São Paulo apresenta Jesus Cristo como modelo de humildade.

Cristo, embora fosse de condição divina, não se apegou à sua igualdade com Deus, mas esvaziou-se, assumiu a condição de servo e humilhou-se.

E São Paulo chega ao ponto central:

Cristo tornou-se obediente até a morte, e morte de cruz.

Aqui encontramos a resposta perfeita ao Evangelho.

Jesus não é apenas aquele que ensina a fazer a vontade do Pai.

Ele próprio faz a vontade do Pai.

Sua obediência não permanece no discurso.

Torna-se entrega.

Torna-se serviço.

Torna-se cruz.

Por isso, São Paulo não apresenta essa verdade apenas para nossa contemplação, mas também como modelo:

“Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus.”

O cristão é chamado a aprender com Cristo uma obediência que se manifesta concretamente na vida.


O que esta Palavra ensina aos músicos e ministros da liturgia?

Para quem exerce um serviço litúrgico, o Evangelho deste domingo merece uma atenção especial.

O músico também respondeu um “sim”.

Quando aceitamos cantar ou tocar na celebração, quando assumimos uma escala ou um ministério, de alguma maneira também estamos dizendo:

“Sim, Senhor. Eu irei trabalhar na tua vinha.”

Mas a parábola nos obriga a perguntar o que acontece depois desse “sim”.

Nosso serviço corresponde àquilo que prometemos?

Existe preparação?

Existe compromisso?

Existe preocupação com aquilo que a Igreja realmente celebra?

Ou nosso “sim” termina quando pegamos o instrumento ou chegamos diante do microfone?

Servir na liturgia não significa simplesmente executar músicas religiosas durante a Missa. O canto está inserido numa ação litúrgica e precisa estar a serviço dela.

Cada momento possui sua própria função.

O canto de entrada não desempenha a mesma função do canto de comunhão.

O Salmo Responsorial não é simplesmente mais uma música entre as leituras.

O Glória não deve ser tratado como uma composição temática livre.

O Santo integra a própria Oração Eucarística.

Por isso, preparar o repertório também exige responsabilidade e formação.

Nem sempre acertaremos.

Também podemos perceber que determinada escolha que fazíamos anteriormente não era a mais adequada.

Nesse caso, a atitude cristã não é insistir no erro simplesmente porque “sempre fizemos assim”.

O primeiro filho do Evangelho nos ensina justamente o contrário.

Ele reconsiderou sua posição.

A formação litúrgica também exige essa humildade: estudar, compreender melhor a celebração, reconhecer quando algo pode ser aperfeiçoado e mudar quando necessário.

O importante não é apenas ter dito “sim” ao ministério.

É continuar transformando esse “sim” em serviço.


Por que escolhemos estas músicas para o 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A?

Entrada — Eis-me Aqui, Senhor — Coral Palestrina

Qual é a função do canto de entrada?

O canto de entrada acompanha a procissão inicial, favorece a união dos fiéis reunidos e ajuda a introduzir a assembleia no mistério celebrado.

Por isso, sua função não é simplesmente “animar o começo da Missa”. Ele participa dos ritos iniciais e deve colaborar para que a comunidade entre verdadeiramente na celebração.

Por que escolhemos “Eis-me Aqui, Senhor”?

A expressão “eis-me aqui” manifesta disponibilidade diante de Deus.

E justamente aí encontramos sua relação com o Evangelho.

O pai dirige um chamado aos filhos:

“Filho, vai trabalhar hoje na vinha!”

A questão não é apenas responder.

É responder e ir.

Ao cantar “Eis-me Aqui, Senhor”, a assembleia inicia a celebração expressando sua disponibilidade para acolher a vontade de Deus.

Entretanto, o Evangelho acrescentará uma advertência: nosso “eis-me aqui” não pode permanecer apenas no canto.

Ele precisa continuar depois da Missa.

Segunda opção — Sim, Eu Quero! — Mons. Jonas Abib

Essa segunda opção cria uma relação ainda mais explícita com a parábola.

O segundo filho respondeu afirmativamente ao pai, mas não foi trabalhar.

Isso faz com que o “sim, eu quero” cantado pela comunidade adquira neste domingo quase a forma de um compromisso.

Não queremos oferecer a Deus apenas um “sim” pronunciado.

Queremos que aquilo que professamos encontre correspondência em nossa vida.

Terceira opção – Vinde também vós à Minha Vinha – Wallison Rodrigues

Outra excelente opção para a Entrada é “Vinde também vós à Minha Vinha”, de Wallison Rodrigues.

Embora também tenha uma ligação muito forte com o Evangelho do domingo anterior, a música se encaixa muito bem neste 26º Domingo, quando Jesus apresenta a parábola dos dois filhos e o pai diz:

“Filho, vai hoje trabalhar na vinha!” (Mt 21,28)

 

O refrão — “Vinde, vinde trabalhar!” — reforça justamente o chamado para não permanecer apenas nas palavras, mas responder concretamente à vontade de Deus. 

Por isso, a música cria uma ligação direta entre o canto de Entrada e a mensagem que será proclamada no Evangelho.

👉 Veja a cifra, letra e vídeo de “Vinde também vós à Minha Vinha”.


Ato Penitencial — Senhor, Vós Sois o Caminho — Coral Palestrina

Qual é a função do Ato Penitencial?

Nos ritos iniciais, somos convidados a reconhecer nossos pecados e acolher a misericórdia de Deus.

O Ato Penitencial não é simplesmente uma música de reflexão colocada no início da Missa. Ele possui uma função própria dentro da celebração.

Por que escolhemos “Senhor, Vós Sois o Caminho”?

A escolha encontra uma relação particularmente bonita com Ezequiel e com o Salmo Responsorial.

A primeira leitura fala daquele que abandona o caminho errado.

E o salmista pede:

“Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos.”

Reconhecer o pecado significa também admitir que nem sempre percorremos o caminho indicado pelo Senhor.

Pedir misericórdia a Cristo reconhecendo-o como Caminho harmoniza-se, portanto, profundamente com a Palavra deste domingo.


Glória — Glória Oficial da Liturgia — Coral Palestrina

Qual é a função do Glória?

Aqui precisamos evitar um erro frequente na escolha de repertório: tentar fazer com que absolutamente todos os cantos tenham relação temática direta com o Evangelho.

O Glória possui seu próprio texto e sua própria função litúrgica.

É um hino no qual a Igreja glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro.

Por isso, a prioridade não é procurar uma música “sobre o tema do domingo”, mas cantar adequadamente o próprio Glória.

Por que escolhemos esta versão?

Escolhemos o Glória Oficial da Liturgia, interpretado pelo Coral Palestrina no CD Festas Litúrgicas I, pela utilização do texto litúrgico.

Existe ainda uma aproximação interessante com Fl 2,1-11.

Depois de apresentar a humilhação e a obediência de Cristo, São Paulo proclama sua exaltação, culminando no reconhecimento de que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai.


Salmo Responsorial — Salmo 24(25)



“Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão.”

O Salmo Responsorial não deve ser tratado simplesmente como uma música escolhida para ocupar o espaço entre as leituras.

Ele é Palavra de Deus e constitui a resposta da assembleia à primeira leitura.

Neste domingo, a ligação com Ezequiel é especialmente clara.

Depois de ouvirmos que aquele que abandona o pecado encontra a vida, respondemos pedindo:

“Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos.”

É a oração daquele que reconhece que precisa aprender novamente a caminhar segundo Deus.


Aclamação ao Evangelho — Aleluia - Com. Recado

A Aclamação prepara a assembleia para a proclamação do Evangelho e aclama Cristo que falará à sua Igreja.

Neste domingo, recomendamos conservar o Aleluia acompanhado do versículo próprio previsto para a celebração.

Mais do que uma simples passagem musical entre as leituras e o Evangelho, esse momento manifesta a disposição da assembleia para receber a Palavra de Cristo.

E, diante da parábola dos dois filhos, essa escuta ganha um significado ainda maior:

escutar verdadeiramente a Palavra exige permitir que ela produza uma resposta em nossa vida.

Versículo: cantar o versículo próprio do 26º Domingo, utilizando a melodia da antífona prevista na composição.


Apresentação das Oferendas — É Devolução

Qual é a função deste canto?

Durante a preparação dos dons, pão e vinho são levados ao altar e preparados para a Liturgia Eucarística. O canto acompanha essa ação ritual.

Por que escolhemos “É Devolução”?

A música ajuda a desenvolver a consciência de que aquilo que temos foi recebido e pode ser colocado novamente a serviço de Deus.

Há também uma aproximação com o Evangelho.

O pai não pede ao filho apenas palavras.

Pede que ele vá trabalhar na vinha.

A fé também envolve entrega.

Enquanto os dons são apresentados, podemos recordar que nossa própria vida deve ser colocada à disposição de Deus.


Santo — Santo é o Senhor — Banda Adonai

O Santo não é simplesmente um canto temático escolhido livremente para combinar com as leituras.

Ele integra a Oração Eucarística e é a aclamação de toda a assembleia unida à liturgia celeste.

Por isso, nesse momento, a fidelidade ao texto e à função litúrgica é mais importante do que procurar uma ligação artificial com o Evangelho.

Escolhemos “Santo é o Senhor”, da Banda Adonai, como opção para que toda a comunidade participe dessa aclamação.


Comunhão — Aonde Iremos Nós

Qual é a função do canto de Comunhão?

O canto acompanha a procissão dos fiéis que se aproximam para receber o Corpo de Cristo e deve favorecer a expressão da unidade daqueles que participam do mesmo Pão.

Por que escolhemos “Aonde Iremos Nós”?

A pergunta “aonde iremos?” dialoga de maneira muito bonita com toda a dinâmica da Palavra deste domingo.

Ezequiel fala de caminhos.

O Salmo pede que Deus mostre suas estradas.

O Evangelho apresenta um filho que reconsidera sua decisão e finalmente percorre o caminho da obediência.

Na Comunhão encontramos Aquele que é nosso verdadeiro caminho e alimento.

Não estamos apenas afirmando que desejamos seguir Cristo.

Nós nos aproximamos dele.

Recebemos seu Corpo.

E renovamos concretamente nossa decisão de permanecer com Ele.


Pós-Comunhão — Missão de Profeta — Pe. Fábio de Melo

Depois de receber Cristo, não somos chamados a permanecer fechados dentro da experiência da celebração.

A Eucaristia também nos conduz à missão.

Por isso, “Missão de Profeta” pode colaborar como canto de meditação após a Comunhão, quando utilizado de maneira adequada à celebração.

Sua mensagem retoma a consequência do “sim” cristão.

Recebemos Cristo.

Agora precisamos viver aquilo que recebemos.

A vinha continua nos esperando fora da igreja.


Segunda Opção – Tenham em Vós os Mesmos Sentimentos de Cristo – Pe. Francisco Estrada Sandoval

Poucas canções dialogam de maneira tão direta com a Liturgia da Palavra deste domingo. A música parte da exortação de São Paulo: “Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus” (Fl 2,5) e contempla Cristo que se humilha, assume a condição de servo e obedece ao Pai.

A letra também se aproxima de forma muito bonita do Evangelho dos dois filhos ao retomar a imagem da vinha e transformar a mensagem em oração: não basta dizer “sim” ao Senhor; é preciso cumprir concretamente a sua vontade.

Por seu caráter sereno e meditativo, sugerimos seu uso no Pós-Comunhão, como oração depois de receber a Eucaristia: unidos a Cristo, pedimos a graça de possuir seus sentimentos e transformar nossa resposta a Deus em serviço e obediência.

▶ 🎸 Cifra, letra, gravação original e nova versão

Ligação litúrgica: Fl 2,1-11 e Mt 21,28-32
Momento sugerido: Pós-Comunhão

Eu acho que essa inclusão fortalece bastante o artigo do 26º Domingo, porque não é uma sugestão genérica: a música praticamente costura a segunda leitura e o Evangelho da celebração.


Canto Final — Como Não Falar do Teu Amor — Dunga

O canto final não possui a mesma função ritual dos cantos que integram propriamente as diferentes partes da Missa. Quando utilizado, entretanto, pode colaborar pastoralmente para reforçar a dimensão do envio.

Por isso escolhemos “Como Não Falar do Teu Amor”, de Dunga.

Depois de ouvir a Palavra e receber Cristo, a comunidade retorna à vida cotidiana.

O Evangelho nos ensinou que não basta dizer.

Agora precisamos fazer.

Não basta cantar sobre o amor de Deus dentro da igreja.

Precisamos testemunhá-lo fora dela.

Assim, o encerramento retoma aquilo que começamos cantando na entrada:

“Eis-me aqui, Senhor.”

No início, apresentamos nossa disponibilidade.

No final, somos enviados para transformá-la em vida.


Da Palavra à vida: nosso “sim” precisa continuar depois da Missa

Existe uma unidade muito bonita neste repertório.

Começamos dizendo:

“Eis-me aqui, Senhor.”

Reconhecemos nossas faltas e pedimos Àquele que é o Caminho que tenha misericórdia de nós.

Escutamos Deus nos ensinar novamente suas estradas.

Contemplamos Cristo obediente até a cruz.

Recebemos o próprio Cristo na Eucaristia.

E finalmente somos enviados novamente ao mundo.

É praticamente o movimento do primeiro filho da parábola.

Ele escuta.

Ele reconsidera.

Ele muda.

E finalmente vai.

Talvez essa seja uma boa pergunta para levarmos conosco depois da celebração do 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A:

Quando terminar a Missa e dissermos nosso último “Amém”, o que faremos com o “sim” que acabamos de oferecer a Deus?


Sobre o autor e a atualização deste artigo

Este artigo foi preparado e revisado por Rogério Hirota, autor do Universo Litúrgico, dentro da proposta que acompanha o site desde seus primeiros anos: oferecer repertório, reflexão e formação para auxiliar músicos católicos na preparação das celebrações.

As sugestões apresentadas aqui não foram organizadas apenas pela semelhança entre a letra das músicas e determinadas palavras das leituras. Nesta revisão, procuramos considerar também a função de cada canto dentro da celebração, a Liturgia da Palavra própria deste domingo e a coerência pastoral do repertório como um todo.

O conteúdo original, publicado em 2011, foi revisitado e ampliado para continuar útil sempre que a Igreja celebrar o 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A.

O Universo Litúrgico mantém seus artigos de repertório como um acervo em constante revisão. Quando encontramos uma explicação que pode ser aprofundada, uma informação que precisa ser corrigida ou uma maneira melhor de apresentar determinado canto, o conteúdo pode ser atualizado sem apagar sua história.

Assim, preservamos aquilo que foi construído ao longo dos anos e, ao mesmo tempo, procuramos oferecer aos músicos católicos um material cada vez mais completo para a preparação da liturgia.

Autor: Rogério Hirota
Universo Litúrgico
Publicação original: 2011
Revisão e atualização editorial: 23 de Setembro de 2026


Perguntas frequentes sobre o 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Quais músicas cantar no 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A?

Uma sugestão de repertório é: “Eis-me Aqui, Senhor” na Entrada; “Senhor, Vós Sois o Caminho” no Ato Penitencial; “Glória Oficial da Liturgia”; Salmo 24(25); Aleluia com o versículo próprio; “É Devolução” na apresentação das oferendas; “Santo é o Senhor”; “Aonde Iremos Nós” na Comunhão; “Missão de Profeta” no Pós-Comunhão e “Como Não Falar do Teu Amor” como canto final.

Qual é o tema do 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A?

Um dos grandes eixos da Liturgia da Palavra é a conversão que se manifesta em atitudes concretas. Jesus mostra que não basta afirmar que faremos a vontade de Deus: nossa resposta precisa transformar-se em vida.

Qual é o Evangelho do 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A?

O Evangelho é Mt 21,28-32, no qual Jesus apresenta a parábola dos dois filhos. Um inicialmente se recusa a trabalhar na vinha, mas depois reconsidera sua decisão e vai; o outro responde afirmativamente ao pai, porém não cumpre aquilo que disse.

Qual canto de entrada usar no 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A?

Uma opção é “Eis-me Aqui, Senhor”, porque manifesta disponibilidade diante do chamado de Deus e dialoga com o pedido feito pelo pai aos filhos no Evangelho: ir trabalhar na vinha. Outra possibilidade é “Sim, Eu Quero!”, especialmente pela reflexão sobre transformar o “sim” pronunciado em obediência concreta.

Qual é o Salmo do 26º Domingo do Tempo Comum – Ano A?

O Salmo Responsorial é o Salmo 24(25), com a resposta “Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão”. O salmo dialoga diretamente com o chamado à conversão presente na primeira leitura.

Como escolher os cantos para esta Missa?

A escolha não deve considerar somente palavras ou temas semelhantes aos encontrados nas leituras. É necessário observar também a função litúrgica de cada canto. Entrada, Salmo, Glória, Santo e Comunhão, por exemplo, desempenham funções diferentes dentro da celebração.

Todas as músicas da Missa precisam falar sobre o Evangelho?

Não. Alguns cantos possuem textos e funções litúrgicas próprias. O Glória, o Salmo Responsorial e o Santo, por exemplo, não devem ser modificados simplesmente para combinar tematicamente com o Evangelho. A relação temática nunca deve substituir a função própria daquele momento da celebração.

O que a parábola dos dois filhos ensina aos músicos católicos?

Ela recorda que o serviço cristão não termina quando dizemos “sim” a um ministério. Esse compromisso precisa transformar-se em preparação, responsabilidade, formação e serviço concreto à liturgia e à assembleia.


Universo Litúrgico — formação, música e serviço à Liturgia.

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