É Devolução – Canto de Ofertório e Dízimo com Cifra
“Tudo vem de Deus, Ele é o nosso Criador.”
É Devolução é um canto católico que pode ser utilizado durante a Preparação das Oferendas, momento também conhecido popularmente como Ofertório. Sua letra apresenta a criação, o trabalho, as pessoas e os bens materiais como dons recebidos de Deus e que, em atitude de gratidão, são colocados novamente a seu serviço.
A música possui também uma ligação muito clara com a espiritualidade do dízimo, especialmente na segunda estrofe, quando recorda que aquilo que entregamos a Deus não deve ser compreendido como pagamento, esmola ou simples contribuição.
“Devolvemos ao Senhor
o que Ele pôs em nossas mãos.”
Essa característica faz de É Devolução uma opção interessante tanto para o canto da Preparação das Oferendas quanto para celebrações em que a comunidade deseja trabalhar pastoralmente a gratidão, a partilha e o verdadeiro significado do dízimo.
Autoria/intérprete: não identificados até o momento.
Tom da cifra: Ré maior (D).
Uso sugerido: Preparação das Oferendas / momentos relacionados à conscientização sobre o dízimo.
Nota do Universo Litúrgico: se você conhece o compositor ou possui uma gravação antiga que identifique corretamente a autoria desta música, deixe a informação nos comentários para que possamos completar o registro.
🎬 Ouça “É Devolução”
Acompanhe a letra e a cifra mais abaixo para aprender o canto e utilizá-lo em sua comunidade.
É Devolução serve como canto de Ofertório na Missa?
Sim, a letra possui elementos que permitem sua utilização na Preparação das Oferendas.
A Instrução Geral do Missal Romano ensina que, no início da Liturgia Eucarística, são levados ao altar o pão e o vinho que se tornarão o Corpo e o Sangue de Cristo. O rito de apresentação desses dons conserva seu significado espiritual. A própria IGMR prevê um canto para acompanhar a procissão das oferendas.
É justamente aqui que alguns versos de É Devolução ganham um significado interessante:
“Ofertamos a natureza
com seus campos a florir.
Ofertamos o trabalho...”
Existe uma proximidade com a própria linguagem utilizada na apresentação do pão e do vinho: a liturgia agradece a Deus pelos dons recebidos de sua bondade e recorda o “fruto da terra e do trabalho humano” e o “fruto da videira e do trabalho humano”.
A música amplia essa atitude de oferta para a vida: criação, trabalho, pessoas e bens são reconhecidos como dons que procedem de Deus.
Isso ajuda a compreender algo importante: o Ofertório não deve ser reduzido simplesmente ao momento de colocar dinheiro na coleta. O centro da Preparação das Oferendas são o pão e o vinho apresentados para a celebração eucarística.
É Devolução também pode ser usada na oferta do dízimo?
Aqui está uma característica particular desta música.
A segunda estrofe diz:
“Não fazemos pagamento,
nem ajuda estamos dando [...]
Também não é esmola,
nem é contribuição.”
A letra procura afastar uma compreensão puramente comercial da relação com Deus.
A CNBB apresenta o dízimo justamente como expressão de gratidão, partilha e corresponsabilidade, e não como pagamento por benefícios espirituais. Em outro texto sobre o dízimo cristão, a CNBB afirma que ele não é imposto, pagamento ou taxa, mas uma devolução generosa ligada à gratidão e à partilha.
Por isso, o refrão:
“Tudo vem de Deus,
Ele é o nosso Criador”
resume bem a espiritualidade que está por trás da composição.
A Instrução Geral do Missal Romano também prevê que, durante a Preparação das Oferendas, além do pão e do vinho, possam ser recebidos dinheiro ou outros donativos destinados aos pobres ou à Igreja, deixando claro que esses dons são colocados em local conveniente, fora da mesa eucarística.
Assim, É Devolução ganha uma dupla possibilidade pastoral: canto para a Preparação das Oferendas e canto particularmente apropriado quando se deseja trabalhar a dimensão cristã do dízimo.
Cifra – É Devolução
Tom: D (Ré maior)
D A Ofertamos a natureza com seus campos a florir, Em G A Ofertamos o trabalho onde havemos de construir, D A Ofertamos as pessoas que sabem retribuir, Em G A Ofertamos ao Senhor o mundo novo que há de vir. REFRÃO D A Tudo vem de Deus, Ele é o nosso Criador, Em G A Temos liberdade pra mostrar o nosso amor, D F#m Bm Aos bens materiais não podemos ser apegados, G Em A Temos um Pai, não ficaremos desamparados. (Bm F#m G A) D A Não fazemos pagamento, nem ajuda estamos dando, Em G A Não é fruto de campanha o que estamos apresentando, D A Também não é esmola, nem é contribuição, Em G A Devolvemos ao Senhor o que Ele pôs em nossas mãos. REFRÃO D A Tudo vem de Deus, Ele é o nosso Criador, Em G A Temos liberdade pra mostrar o nosso amor, D F#m Bm Aos bens materiais não podemos ser apegados, G Em A Temos um Pai, não ficaremos desamparados.
Orientações para tocar “É Devolução” na Missa
A tonalidade apresentada aqui está em Ré maior (D). Antes da celebração, vale conferir se ela fica confortável para quem conduzirá o canto e, principalmente, para a assembleia. Se necessário, o tom pode ser transposto.
Na execução durante a Preparação das Oferendas, não é necessário prolongar artificialmente a música. O canto deve acompanhar a ação litúrgica, e a IGMR indica que o canto do Ofertório se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o altar.
Musicalmente, a canção possui uma harmonia relativamente simples, o que favorece sua utilização por ministérios com formações diferentes. Violão, teclado, baixo e percussão ou bateria podem construir o arranjo sem que a instrumentação encubra a letra.
O refrão merece atenção especial da equipe de música, pois sua estrutura facilita a participação da assembleia:
“Tudo vem de Deus, Ele é o nosso Criador...”
Uma interpretação excessivamente rápida pode prejudicar a compreensão do texto. Um andamento moderado e uma dinâmica crescente no refrão tendem a favorecer o caráter de oferta e gratidão da música.
Uma curiosidade sobre “É Devolução”
Esta música estava presente no acervo antigo do Universo Litúrgico, sendo utilizada entre nossas sugestões de cantos para a Missa, mas com o passar dos anos a gravação e a cifra originalmente vinculadas ao artigo deixaram de estar disponíveis.
Ao revisarmos o antigo repertório do site, conseguimos recuperar novamente a letra, a cifra e uma gravação da música.
Por isso, esta publicação também representa um trabalho de recuperação do próprio acervo do Universo Litúrgico: músicas que durante muitos anos ajudaram comunidades e ministérios podem voltar a ficar disponíveis para uma nova geração de músicos católicos.
A autoria da composição, entretanto, ainda não foi identificada com segurança. Por respeito ao compositor, preferimos não atribuir um nome sem uma fonte confiável.
O que a letra de “É Devolução” nos ensina?
Talvez a frase mais importante da música seja justamente a mais simples:
“Tudo vem de Deus.”
A oferta cristã nasce primeiro do reconhecimento de que recebemos. A criação, nosso trabalho, nossas capacidades e os bens que administramos não deveriam conduzir ao apego, mas à gratidão e à responsabilidade.
É interessante observar como a primeira estrofe não fala somente de dinheiro. Ela começa pela natureza, passa pelo trabalho, chega às pessoas e finalmente apresenta tudo ao Senhor.
Desse modo, quando cantada durante a Preparação das Oferendas, a música pode ajudar a comunidade a perceber que a oferta exterior deve ser acompanhada por uma disposição interior: não colocamos diante de Deus apenas aquilo que possuímos; colocamos também aquilo que somos e aquilo que fazemos.
Perguntas frequentes sobre É Devolução
É Devolução pode ser cantada no Ofertório?
Sim. A letra apresenta criação, trabalho e dons recebidos de Deus em uma perspectiva de oferta e gratidão. A IGMR prevê que o canto acompanhe a procissão das oferendas durante a Preparação das Oferendas.
É uma música de dízimo?
A letra possui uma forte espiritualidade ligada ao dízimo, especialmente ao explicar que a oferta não é pagamento ou esmola, mas resposta agradecida pelos dons recebidos. Essa compreensão encontra paralelo em orientações pastorais publicadas pela CNBB sobre o dízimo.
Pode ser cantada quando acontece a coleta?
Sim. A coleta normalmente acontece nesse contexto, e a IGMR prevê a recepção de dinheiro ou outros donativos destinados aos pobres ou à Igreja durante a Preparação das Oferendas. Esses donativos, porém, não são colocados sobre a mesa eucarística.
Qual é o tom da cifra de É Devolução?
A cifra publicada pelo Universo Litúrgico está em Ré maior (D).
Quem compôs É Devolução?
Até esta atualização, não conseguimos confirmar com segurança a autoria da música. Caso o leitor possua uma fonte confiável que identifique o compositor, a informação poderá ser acrescentada posteriormente.
Música e liturgia caminham juntas
Escolher um canto para a Santa Missa não significa apenas encontrar uma música bonita ou que contenha determinada palavra. É importante observar o momento ritual que será acompanhado, o conteúdo da letra e aquilo que a Igreja celebra.
Em É Devolução, encontramos uma música simples que pode ajudar a comunidade a reconhecer que tudo procede de Deus e que nossa resposta passa pela gratidão, pela partilha e pela entrega.
Conhece esta música ou sabe quem é o compositor? Deixe seu comentário. Essa informação poderá nos ajudar a preservar a história deste canto.
Rogério Hirota
Pax et Bonum!
Universo Litúrgico

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