Sugestão de Músicas para Missa do 27º Domingo do Tempo Comum - Ano A
“A vinha do Senhor é a casa de Israel.”
Irmãos, a Paz de Jesus e o Amor de Maria!
Chegamos ao 27º Domingo do Tempo Comum – Ano A, e a Liturgia da Palavra nos apresenta uma das imagens mais fortes das Escrituras: a vinha do Senhor.
Na primeira leitura, Isaías canta o amor de Deus por sua vinha e a tristeza diante dos frutos que ela produziu. No Evangelho, Jesus retoma essa mesma imagem na Parábola dos Vinhateiros, mostrando que a vinha pertence a Deus e que Ele espera de nós os frutos do seu Reino.
Essa unidade entre as leituras também orientou a escolha dos cantos desta celebração. Por isso, antes de nossa reflexão, apresentamos o repertório sugerido para este domingo.
🎵 Repertório para o 27º Domingo do Tempo Comum – Ano A
Entrada:
Ó Senhor, Tudo Está em Vossa Mão – Delphim Rezende Porto e Pe. José Weber
Ato Penitencial:
Ó Senhor, Tende Piedade – Ministério Amor e Adoração
Glória:
Glória a Deus nas Alturas – Comunidade Recado
Salmo Responsorial:
Sl 79(80) – A vinha do Senhor é a casa de Israel
Aclamação ao Evangelho:
Eu Vos Escolhi do Meio do Mundo - Litúrgicas
Ofertório:
Bendito Seja Deus Pai - Litúrgicas
Santo:
Santo – Cheios da Vossa Glória – Toca de Assis
Comunhão – opção principal:
Ó Pai, Somos Nós Esta Vinha – Frei Joel Postma / Coral Palestrina
Comunhão – segunda opção:
O Dono Arrendará Sua Vinha para Outros – Pe. José Henrique Weber / Coro Paulus
Pós-Comunhão:
Ares da Adoração – Ministério Adoração e Vida
Pós-Comunhão – segunda opção:
Tenham em Vós os Mesmos Sentimentos de Cristo
Final:
Nova Jerusalém – Adriana
Liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum – Ano A
Primeira Leitura – Isaías 5,1-7
Isaías apresenta o conhecido Cântico da Vinha.
Um amigo possui uma vinha em uma colina fértil. Ele prepara cuidadosamente o terreno, retira as pedras, planta videiras escolhidas, constrói uma torre e prepara um lagar.
Depois de tanto cuidado, espera bons frutos.
Mas a vinha produz uvas que não correspondem ao cuidado recebido.
No final, o profeta revela o significado da imagem:
a vinha do Senhor é a casa de Israel.
Deus esperava de seu povo frutos de justiça, fidelidade e retidão.
Salmo Responsorial – Salmo 79(80)
“A vinha do Senhor é a casa de Israel.”
O Salmo continua exatamente a imagem apresentada por Isaías.
Israel é comparado à videira que Deus retirou do Egito, transplantou e fez crescer.
Diante das dificuldades, o povo suplica:
“Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a!”
É uma oração que reconhece que a vinha somente pode permanecer viva se continuar sob os cuidados de seu Senhor.
SALMO 79(80) – A VINHA DO SENHOR
Tom: G
[Intro]
Em G D A
Em G D A
A vinha do Senhor é a casa de Israel
Em G
Arrancastes do Egito esta videira
D A
E expulsastes as nações para plantá-la
Em G
Até o mar se estenderam seus sarmentos
D A
Até o rio os seus rebentos se espalharam
Em G
Por que razão vós destruístes sua cerca
D A
Para que todos os passantes a vindimem
Em G
O javali da mata virgem a devaste
D A
E os animais do descampado nela pastem?
Em G
Voltai-vos para nós, Deus do universo!
D A
Olhai do alto dos céus e observai
Em G
Visitai a vossa vinha e protegei-a!
D A
Foi a vossa mão direita que a plantou
G D
Protegei-a, ao rebento que firmastes!
Em G
E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus!
D A
Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!
Em G
Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo
D A
E sobre nós iluminai a vossa face!
G A D
Se voltardes para nós, seremos salvos!Segunda Leitura – Filipenses 4,6-9
São Paulo nos convida a não viver dominados pelas preocupações, mas a apresentar nossas necessidades a Deus por meio da oração, da súplica e da ação de graças.
Depois, mostra quais pensamentos e atitudes devem ocupar a vida cristã: tudo aquilo que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso e digno de louvor.
Podemos enxergar aqui, de certa maneira, alguns dos bons frutos que Deus espera encontrar em sua vinha.
A fé não permanece apenas no pensamento ou nas palavras. Ela precisa transformar nossa maneira de viver.
Evangelho – Mateus 21,33-43
Jesus retoma diretamente a imagem apresentada pelo profeta Isaías.
Um proprietário planta uma vinha, coloca uma cerca ao redor dela, constrói um lagar e uma torre e depois a arrenda a vinhateiros.
Quando chega o tempo da colheita, envia seus empregados para receber seus frutos.
Os vinhateiros, porém, maltratam e matam os enviados.
Finalmente, o proprietário envia seu próprio filho:
“Ao meu filho eles vão respeitar.”
Mas os vinhateiros reconhecem o herdeiro e decidem matá-lo.
A parábola termina com uma forte advertência: o Reino será confiado a um povo que produza seus frutos.
A vinha pertence ao Senhor
Ao atualizar esta antiga sugestão de músicas do Universo Litúrgico, publicada originalmente em 2011, vale conservar uma reflexão que permanece muito atual.
A vinha é de Deus.
Nós não somos seus proprietários.
Somos aqueles a quem o Senhor confiou uma parte de sua vinha para que cuidemos dela e façamos com que produza frutos.
Esse princípio vale para nossa própria vida, nossa família, nossa comunidade, nossos ministérios e tudo aquilo que Deus colocou sob nossa responsabilidade.
O problema dos vinhateiros da parábola começa quando eles deixam de se comportar como administradores e passam a agir como se fossem donos da vinha.
E essa tentação também pode chegar até nós.
Podemos começar a pensar que nossos talentos são exclusivamente nossos, que nossos ministérios nos pertencem, que nossos bens existem somente para nosso benefício ou até mesmo que podemos organizar nossa vida sem considerar aquilo que Deus espera de nós.
A Palavra deste domingo nos recorda:
a vinha tem um dono.
E o dono é Deus.
Deus fez tudo pela sua vinha
A primeira leitura é particularmente bonita porque revela o cuidado de Deus.
Ele não simplesmente planta a vinha e a abandona.
Ele escolhe um terreno fértil.
Prepara a terra.
Retira as pedras.
Planta videiras selecionadas.
Constrói uma torre.
Prepara um lagar.
Tudo está pronto para que a vinha produza bons frutos.
Mas os frutos esperados não aparecem.
Essa imagem nos convida também a olhar para nossa própria história.
Quantas coisas Deus já colocou em nossa vida?
Quantas pessoas?
Quantas oportunidades?
Quantas graças?
Quantas vezes sua Palavra chegou até nós?
Quantas vezes fomos alimentados pela Eucaristia?
Deus continua cuidando de sua vinha.
A pergunta que a liturgia coloca diante de nós é outra:
quais frutos estamos produzindo?
“A nós o Teu Filho enviaste”
Existe uma ligação muito bonita entre a parábola e uma das músicas que escolhemos para a Comunhão.
Jesus conta que, depois de enviar vários servos, o proprietário da vinha decide enviar seu próprio filho.
É exatamente isso que cantaremos em “Ó Pai, Somos Nós Esta Vinha”:
“A fim de colher os seus frutos, a nós o Teu Filho enviaste.”
Essa frase resume de maneira extraordinária o Evangelho.
Deus enviou os profetas.
Por fim, enviou seu próprio Filho.
Cristo é o Filho enviado à vinha.
E justamente aquele que foi rejeitado torna-se a pedra angular.
A história da vinha, portanto, conduz diretamente a Jesus Cristo.
Cristo é a pedra angular
Ao concluir a parábola, Jesus recorda as Escrituras:
“A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular.”
Os vinhateiros rejeitam o filho.
Mas Deus transforma a rejeição em fundamento de uma nova realidade.
Cristo rejeitado, crucificado e ressuscitado torna-se a pedra sobre a qual Deus edifica seu povo.
Por isso, a parábola não deve ser entendida apenas como uma história de condenação.
Ela também contém um chamado à conversão e à fecundidade.
Deus continua procurando frutos em sua vinha.
“O Deus da paz estará convosco”
São Paulo acrescenta um elemento importante à reflexão deste domingo.
Depois das imagens fortes de Isaías e do Evangelho, a segunda leitura nos mostra como pode ser a vida daquele que procura produzir bons frutos.
O cristão deve voltar seu coração para aquilo que é:
verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso e digno de louvor.
Não se trata apenas de dizer que pertencemos à vinha.
É preciso produzir os frutos correspondentes.
A fé precisa aparecer concretamente em nossa maneira de viver, trabalhar, tratar as pessoas, cuidar da família, participar da comunidade e exercer nossos ministérios.
Então se realiza a promessa apresentada por São Paulo:
“E o Deus da paz estará convosco.”
Por que escolhemos estas músicas?
O repertório deste domingo foi pensado para acompanhar o desenvolvimento da própria liturgia.
Não queremos simplesmente reunir músicas bonitas. Sempre que possível, procuramos fazer com que Palavra, rito e canto caminhem juntos.
Entrada – Ó Senhor, Tudo Está em Vossa Mão
Nossa principal mudança em relação ao repertório antigo está logo na Entrada.
Escolhemos “Ó Senhor, Tudo Está em Vossa Mão”, de Delphim Rezende Porto e Pe. José Weber, porque o canto musicaliza a antífona de entrada própria do 27º Domingo do Tempo Comum.
A celebração começa proclamando:
É uma excelente introdução para aquilo que ouviremos posteriormente.
A vinha pertence ao Senhor.
A criação pertence ao Senhor.
Nossa própria vida está em suas mãos.
Além disso, as estrofes recordam a felicidade daquele que observa a Lei do Senhor e procura cumprir sua vontade.
Veja também: Ó Senhor, Tudo Está em Vossa Mão – cifra, áudio e reflexão litúrgica.
Ato Penitencial – Ó Senhor, Tende Piedade
Mantemos “Ó Senhor, Tende Piedade”, do Ministério Amor e Adoração.
Depois de reconhecer que tudo pertence a Deus, colocamo-nos diante dele reconhecendo também nossas próprias faltas.
A imagem da vinha ajuda nessa preparação.
Deus espera frutos, mas sabemos que nem sempre correspondemos ao cuidado que recebemos.
Por isso pedimos sua misericórdia antes de prosseguir na celebração.
É importante que o Ato Penitencial respeite a forma litúrgica utilizada na celebração e não seja tratado simplesmente como uma música temática.
Glória – Glória a Deus nas Alturas
Para o Hino de Louvor, mantemos “Glória a Deus nas Alturas”, da Comunidade Recado.
Por estarmos no Tempo Comum e não existir impedimento litúrgico neste domingo, cantamos o Glória.
Aqui o critério principal não é relacionar o canto à vinha, mas respeitar o próprio texto litúrgico do hino.
O Glória possui função própria na celebração e não deve ser substituído por outro canto de louvor que não corresponda ao texto litúrgico.
Salmo Responsorial – A vinha do Senhor é a casa de Israel
Neste domingo, o Salmo Responsorial ocupa um lugar especialmente importante porque funciona como uma verdadeira ponte entre a primeira leitura e o Evangelho.
O refrão resume o tema:
“A vinha do Senhor é a casa de Israel.”
O salmo não deve ser substituído por uma música apenas porque ela também fala sobre vinha.
É a própria Palavra de Deus respondida pela assembleia.
E existe ainda uma conexão muito interessante: seus versos reaparecem no canto de Comunhão “O Dono Arrendará Sua Vinha para Outros”.
Aclamação ao Evangelho – Eu Vos Escolhi do Meio do Mundo
Para a Aclamação, mantemos “Eu Vos Escolhi do Meio do Mundo”.
O versículo próprio deste domingo apresenta uma chave extraordinária para interpretar o Evangelho:
“Eu vos escolhi do meio do mundo, a fim de que deis um fruto que dure.”
A palavra fruto prepara diretamente a assembleia para ouvir a Parábola dos Vinhateiros.
Deus não apenas chama.
Deus envia.
E espera frutos que permaneçam.
Essa mesma ideia encontra eco em João 15, quando Cristo se apresenta como a verdadeira videira.
Ofertório – Bendito Seja Deus Pai
Para a preparação das oferendas, mantemos “Bendito Seja Deus Pai”.
Depois de ouvir que tudo pertence ao Senhor, o gesto de apresentar pão e vinho ganha uma bela profundidade.
Não oferecemos a Deus algo que Ele não possua.
Devolvemos, em ação de graças, aquilo que primeiro recebemos de suas mãos.
A própria vinha que marcou toda a Liturgia da Palavra também está simbolicamente presente no vinho levado ao altar, fruto da videira e do trabalho humano.
Santo – Cheios da Vossa Glória
Para o Santo, mantemos “Santo – Cheios da Vossa Glória”, da Toca de Assis.
Assim como acontece com o Glória, aqui o principal critério é litúrgico.
O Santo faz parte da própria Oração Eucarística e deve conservar integralmente sua aclamação.
Não precisamos procurar uma referência artificial à vinha neste momento.
A liturgia já possui sua própria dinâmica.
Comunhão – Ó Pai, Somos Nós Esta Vinha
Como principal sugestão para a Comunhão, escolhemos “Ó Pai, Somos Nós Esta Vinha”, de Frei Joel Postma, na interpretação do Coral Palestrina.
Talvez seja a música que melhor sintetize todo este domingo.
Ela começa:
Isaías apresentou a vinha.
O Salmo identificou a vinha.
Jesus contou a parábola da vinha.
Agora, durante a Comunhão, nós nos reconhecemos como essa vinha.
E o canto prossegue:
“A fim de colher os seus frutos, a nós o Teu Filho enviaste.”
Aqui está praticamente todo o Evangelho transformado em oração.
E existe ainda uma dimensão eucarística muito forte.
Cristo nos ensina:
“Eu sou a videira, e vós os ramos.”
É permanecendo unidos a Ele que podemos produzir frutos.
Recebendo Cristo na Eucaristia, pedimos justamente a graça de permanecermos unidos a Ele e produzirmos os frutos que o Pai espera.
Veja também: Ó Pai, Somos Nós Esta Vinha – Frei Joel Postma | Cifra e Áudio.
Outra opção de Comunhão – O Dono Arrendará Sua Vinha para Outros
Temos ainda uma segunda opção extremamente ligada à liturgia:
“O Dono Arrendará Sua Vinha para Outros”, do Pe. José Henrique Weber, na interpretação do Coro Paulus.
Seu refrão retoma diretamente a conclusão da parábola:
“O dono arrendará sua vinha para outros, que a seu tempo lhe entreguem os frutos merecidos.”
Mas existe um detalhe que torna essa música ainda mais apropriada.
As estrofes retomam o Salmo 79(80), justamente o Salmo Responsorial deste domingo.
Portanto, temos em uma única composição:
Evangelho + Salmo Responsorial + imagem da vinha + chamado à produção de frutos.
Uma das estrofes ainda suplica:
“Visitai a vossa vinha e protegei-a!”
Durante a Comunhão, essa oração ganha um sentido belíssimo.
Precisamos que Deus cuide de sua vinha.
Precisamos permanecer em Cristo para produzir frutos.
Veja também: O Dono Arrendará Sua Vinha para Outros – Pe. José Henrique Weber | Cifra e Áudio.
Pós-Comunhão – Ares da Adoração
Para o momento após a Comunhão, mantemos “Ares da Adoração”, do Ministério Adoração e Vida.
Aqui a dinâmica muda.
Depois de recebermos Cristo, é tempo de recolhimento, silêncio, ação de graças e oração.
Caso seja utilizado um canto após a Comunhão, ele não precisa necessariamente repetir o tema da vinha.
Sua função é favorecer a oração e a ação de graças da comunidade depois de receber o Senhor.
Também é perfeitamente possível privilegiar um momento de silêncio sagrado.
Outra opção de Pós-Comunhão – Tenham em Vós os Mesmos Sentimentos de Cristo
Como segunda opção para o momento após a Comunhão, sugerimos “Tenham em Vós os Mesmos Sentimentos de Cristo”.
Essa música acrescenta uma dimensão muito interessante ao repertório deste domingo.
Depois de recebermos Cristo na Eucaristia, somos chamados não apenas a contemplá-lo, mas também a permitir que nossa vida seja transformada por Ele.
O próprio título recorda o ensinamento paulino de Filipenses 2,5:
“Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus.”
Embora esse versículo pertença ao capítulo anterior da Carta aos Filipenses, o tema estabelece uma bela continuidade com a segunda leitura deste domingo, Fl 4,6-9.
Nela, São Paulo nos orienta a ocupar nosso pensamento com tudo aquilo que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável e digno de louvor.
Existe, portanto, um caminho espiritual muito coerente:
recebemos Cristo → permanecemos unidos a Cristo → aprendemos a pensar e agir como Cristo → produzimos os frutos que Deus espera.
Dessa forma, o canto ajuda a levar para a vida aquilo que celebramos na Eucaristia.
Depois de toda a liturgia nos perguntar quais frutos estamos produzindo, a resposta começa justamente pela transformação do nosso coração segundo os sentimentos de Cristo.
Veja também: Tenham em Vós os Mesmos Sentimentos de Cristo – cifra, áudio e reflexão litúrgica.
Canto Final – Nova Jerusalém
Como canto final, mantemos “Nova Jerusalém”, na interpretação de Adriana.
O canto final não possui a mesma função ritual dos cantos que acompanham momentos específicos da Missa.
Por isso existe maior liberdade pastoral.
Depois de ouvir que Deus espera frutos de sua vinha, somos enviados novamente ao mundo.
A celebração termina, mas nossa missão começa.
É fora da igreja que os frutos precisam aparecer.
Da vinha para a vida
Talvez essa seja a pergunta que deveríamos levar conosco ao terminar esta Missa:
que frutos Deus encontrará em minha vida?
Não precisamos responder apenas com palavras.
Isaías nos mostra que Deus procura frutos de justiça.
São Paulo fala daquilo que é verdadeiro, justo, puro e digno de louvor.
Jesus fala dos frutos do Reino.
E a Eucaristia nos oferece aquele sem o qual nada podemos fazer.
Cristo é a verdadeira videira.
Nós somos os ramos.
E aqui também podemos compreender melhor a escolha de “Tenham em Vós os Mesmos Sentimentos de Cristo” para depois da Comunhão.
Não basta receber Cristo sacramentalmente e sair da celebração exatamente como entramos.
A Eucaristia deve transformar nossa vida.
Receber Cristo é também aprender a viver como Cristo.
Por isso, o 27º Domingo do Tempo Comum não é simplesmente um domingo sobre uma vinha.
É um domingo sobre pertencer a Deus e produzir frutos para Ele.
Perguntas frequentes sobre o 27º Domingo do Tempo Comum – Ano A
Qual é o tema principal do 27º Domingo do Tempo Comum – Ano A?
O grande símbolo da liturgia é a vinha do Senhor. Deus cuida de sua vinha e espera dela bons frutos. O Evangelho desenvolve essa imagem mostrando que o Reino deve produzir frutos concretos de fidelidade, justiça e conversão.
Quais são as leituras do 27º Domingo do Tempo Comum – Ano A?
As leituras são Is 5,1-7; Sl 79(80); Fl 4,6-9 e Mt 21,33-43.
Qual canto de entrada sugerimos?
Nossa principal sugestão é “Ó Senhor, Tudo Está em Vossa Mão”, de Delphim Rezende Porto e Pe. José Weber, por musicalizar a antífona de entrada própria deste domingo.
Qual música combina mais com a Comunhão?
Nossa principal sugestão é “Ó Pai, Somos Nós Esta Vinha”, de Frei Joel Postma. O canto retoma diretamente a vinha, o envio do Filho e os frutos esperados por Deus.
Outra opção fortemente ligada às leituras é “O Dono Arrendará Sua Vinha para Outros”, do Pe. José Henrique Weber.
Qual música pode ser utilizada após a Comunhão?
Mantemos “Ares da Adoração”, do Ministério Adoração e Vida, como primeira sugestão. Como segunda opção, “Tenham em Vós os Mesmos Sentimentos de Cristo” estabelece uma bela relação com a espiritualidade paulina e com o chamado para que a Eucaristia transforme nossa maneira de pensar e viver.
Por que a vinha aparece tanto nesta liturgia?
A primeira leitura apresenta o Cântico da Vinha, o Salmo Responsorial identifica Israel como a vinha do Senhor e Jesus retoma essa imagem na Parábola dos Vinhateiros.
O que representam os frutos da vinha?
Dentro do conjunto das leituras, os frutos apontam para uma vida que corresponda à graça recebida de Deus: fé vivida, justiça, fidelidade, caridade, conversão e obras coerentes com o Reino.
Universo Litúrgico: um acervo em constante atualização
Este artigo foi publicado originalmente no Universo Litúrgico em 2011 e agora passa por uma nova atualização.
Mais do que simplesmente trocar algumas músicas, nosso objetivo é recuperar o acervo construído ao longo dos anos e mostrar por que cada canto pode ajudar a comunidade a celebrar melhor a liturgia daquele domingo.
Por isso, nesta atualização, procuramos aproximar ainda mais o repertório da Palavra proclamada.
E poucas imagens poderiam resumir melhor esta celebração do que a vinha.
Deus plantou.
Deus cuidou.
Deus enviou seus servos.
Deus enviou seu próprio Filho.
Agora Ele procura os frutos.
Que, alimentados pela Palavra e pela Eucaristia, possamos reconhecer que somos parte da vinha do Senhor.
Que tenhamos em nós os sentimentos de Cristo e que nossa vida produza os frutos de fé, justiça, amor, caridade e fidelidade que o Pai espera de nós.
“A vinha do Senhor é a casa de Israel.”
Pax et Bonum!
Rogério Hirota – Universo Litúrgico

Comentários
Postar um comentário