Salmo 95(96) — Ó Família das Nações, Dai ao Senhor Poder e Glória! | Cifra e Versão do Universo Litúrgico
O Salmo 95(96), com o refrão “Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!”, é um convite a toda a humanidade para reconhecer a grandeza de Deus e proclamar suas maravilhas. Para o 29º Domingo do Tempo Comum — Ano A, celebrado em 18 de outubro de 2026, o Universo Litúrgico apresenta uma versão musical própria deste salmo responsorial, acompanhada de cifra completa para auxiliar músicos, salmistas e equipes de liturgia na preparação da Santa Missa.
Com uma proposta musical contemporânea e contemplativa, esta versão procura valorizar a força do refrão e a riqueza da mensagem bíblica, favorecendo a participação da assembleia na resposta ao salmista.
Música para ouvir
A gravação desta versão do Salmo 95(96) foi preparada pelo Universo Litúrgico para oferecer uma nova possibilidade de interpretação musical do texto previsto para a celebração.
A proposta busca unir uma sonoridade atual à reverência própria da música litúrgica, destacando o refrão e permitindo que a assembleia participe ativamente da proclamação da Palavra de Deus.
O canto percorre quatro estrofes que anunciam as maravilhas do Senhor, proclamam sua soberania e convidam todos os povos a reconhecer sua glória. A resposta da assembleia retoma essa mensagem central: dar ao Senhor o louvor que lhe é devido.
Cifra — Ó Família das Nações, Dai ao Senhor Poder e Glória!
Momento litúrgico: Salmo responsorial.
Celebração: 29º Domingo do Tempo Comum — Ano A.
Texto bíblico: Salmo 95(96).
Versão musical: Universo Litúrgico.
Cifra completa:
INTRO G D Em C
G D Em
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
C D G Gsus4 G
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
G C
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
Am Am7 D
Cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!
Bm C
manifestai a sua glória entre as nações,
Am D
e entre os povos do universo seus prodígios!
G D Em
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
C D G Gsus4 G
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
Em G Bm
Pois Deus é grande e muito digno de louvor,
C G
é mais terrível e maior que os outros deuses,
Am Em
Porque um nada são os deuses dos pagãos.
C D Ab
Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus.
Eb Fm
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
C# Eb Ab
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
Cm Fm
Ó família das nações, dai ao Senhor,
C# Eb Ab
ó nações, dai ao Senhor poder e glória,
Cm Fm
Dai-lhe a glória que é devida ao seu Nome!
Fm C#maj7 Eb Ab
Oferecei um sacrifício nos seus átrios.
Eb Fm
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
C# Eb Ab
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
C#
Adorai-o no esplendor da santidade,
Bbm Eb
terra inteira, estremecei diante d'Ele!
Cm C#
Publicai entre as nações: "Reina o Senhor!"
Bbm7 Fm7 Eb Ab
pois os povos ele julga com justiça.
Eb Fm
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
C# Eb Ab
Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
O significado do Salmo 95(96): toda a terra é chamada a louvar o Senhor
O Salmo 95(96) pertence ao conjunto de cânticos bíblicos que celebram a realeza de Deus. Sua mensagem ultrapassa as fronteiras de Israel e dirige-se à terra inteira, convocando todos os povos a reconhecerem a grandeza do Senhor.
O refrão escolhido para o 29º Domingo do Tempo Comum resume essa convocação: “Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!”. Não se trata de atribuir a Deus um poder que lhe faltasse, mas de reconhecer e proclamar sua majestade, manifestando publicamente o louvor que lhe é devido.
A expressão “família das nações” amplia o horizonte da oração. O louvor não fica restrito a um único povo, língua ou cultura. Todas as nações são chamadas a reconhecer o Deus que criou os céus e governa a história com justiça.
Essa dimensão universal aparece desde a primeira estrofe: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!”. O canto novo representa a renovação do louvor e a disposição de anunciar as maravilhas de Deus. A fé não é vivida apenas de maneira interior ou individual; ela também se manifesta na proclamação comunitária daquilo que o Senhor realiza.
A segunda estrofe recorda que Deus é grande e digno de louvor porque é o Criador. Ao afirmar que os deuses dos pagãos são um nada diante do Senhor, o salmista rejeita os ídolos e reafirma que a criação não é obra de falsas divindades, mas do único Deus verdadeiro.
Na terceira estrofe, o louvor torna-se uma oferta: “Dai-lhe a glória que é devida ao seu nome! Oferecei um sacrifício nos seus átrios”. O reconhecimento de Deus envolve a pessoa inteira e se expressa em adoração, serviço e entrega.
A última estrofe convida a terra inteira a adorar o Senhor no esplendor da santidade e a proclamar que Ele reina. Seu governo não é apresentado como domínio arbitrário, mas associado à justiça com que julga os povos.
Assim, o salmo percorre um caminho espiritual: o anúncio das maravilhas de Deus conduz ao reconhecimento de sua grandeza, que se transforma em adoração e proclamação de sua realeza.
A relação com a Liturgia da Palavra do 29º Domingo do Tempo Comum
O Salmo 95(96) integra a Liturgia da Palavra do 29º Domingo do Tempo Comum — Ano A, em 18 de outubro de 2026. A celebração apresenta leituras que ajudam a compreender a soberania de Deus e a maneira como sua vontade se manifesta na história.
Primeira leitura: Isaías 45,1.4-6
Na primeira leitura, Deus fala a respeito de Ciro e declara: “Eu sou o Senhor, não existe outro: fora de mim não há deus”.
O texto recorda que o Senhor permanece soberano mesmo quando utiliza acontecimentos e personagens inesperados para realizar seus desígnios. Ciro, embora não reconheça plenamente o Deus de Israel, é apresentado como instrumento dentro da ação divina na história.
Essa proclamação se aproxima da mensagem do salmo, que afirma a grandeza do Senhor e sua superioridade sobre os falsos deuses. Ambos os textos conduzem a assembleia a reconhecer que Deus não está limitado às fronteiras de um povo e que sua soberania alcança toda a terra.
Quando a comunidade canta “dai ao Senhor poder e glória”, responde em oração a essa verdade proclamada na primeira leitura.
Salmo responsorial: Salmo 95(96)
O salmo aprofunda a mensagem da primeira leitura por meio do louvor. A assembleia não apenas escuta que o Senhor é o único Deus; ela própria proclama sua glória e anuncia seu reinado.
A resposta repetida após as estrofes permite que toda a comunidade participe da Liturgia da Palavra. O refrão não é um comentário musical colocado entre as leituras, mas uma resposta orante que nasce do próprio texto bíblico.
Segunda leitura: 1 Tessalonicenses 1,1-5b
Na segunda leitura, São Paulo recorda a atuação da fé, o esforço da caridade e a firmeza da esperança dos cristãos de Tessalônica.
Essas virtudes mostram como o reconhecimento de Deus deve produzir frutos concretos. Proclamar a glória do Senhor não significa apenas cantar palavras de louvor, mas viver de acordo com a fé professada, perseverar na esperança e praticar a caridade.
O salmo convida os povos a anunciar as maravilhas de Deus; a vida cristã torna esse anúncio visível por meio do testemunho cotidiano.
Evangelho: Mateus 22,15-21
No Evangelho, Jesus é questionado sobre o pagamento do imposto a César. Sua resposta — “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” — coloca em evidência a necessidade de reconhecer aquilo que pertence a Deus.
O salmo e o Evangelho não tratam exatamente da mesma questão, mas se iluminam mutuamente. O primeiro proclama a realeza do Senhor sobre toda a terra; o segundo convida a discernir as responsabilidades humanas sem esquecer a primazia de Deus.
A assembleia que canta a glória do Senhor é chamada também a viver com retidão, consciência e fidelidade. O louvor litúrgico não se encerra na celebração: deve transformar a maneira como o cristão se relaciona com o mundo e com o próximo.
Por que este salmo é o responsório da celebração?
O Salmo 95(96) corresponde ao texto indicado para este domingo no Lecionário. Seu refrão, “Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!”, retoma a mensagem central do próprio salmo e se harmoniza com a proclamação da soberania de Deus presente na primeira leitura.
É importante compreender a função específica do salmo responsorial. Ele integra a Liturgia da Palavra e permite que a assembleia responda à Palavra proclamada por meio do canto. Não é um canto de entrada, de ofertório ou de comunhão, ainda que seu conteúdo possa inspirar a oração pessoal em outros momentos.
A escolha de uma nova interpretação musical deve, portanto, respeitar o texto litúrgico, a estrutura responsorial e a participação dos fiéis.
A versão musical do Universo Litúrgico
Esta versão do Universo Litúrgico apresenta uma nova interpretação musical para o Salmo 95(96), conservando a letra fornecida e sua estrutura de refrão e estrofes.
A proposta é aproximar uma sonoridade contemporânea do caráter contemplativo e comunitário da oração litúrgica. O refrão ocupa lugar central, pois é a resposta que a assembleia deve reconhecer e cantar com segurança. As estrofes, por sua vez, conduzem o desenvolvimento da mensagem bíblica.
A cifra começa em Sol maior, com uma introdução formada pelos acordes G, D, Em e C. A primeira parte mantém essa região harmônica, proporcionando uma base familiar para o acompanhamento.
Na passagem “Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus”, a cifra apresenta o acorde Ab, que conduz a uma mudança para a região de Lá bemol maior. A partir daí, o refrão e as estrofes seguintes utilizam acordes como Ab, Eb, Fm e C#, criando um contraste harmônico em relação ao início.
Essa mudança de tonalidade é uma característica importante da versão apresentada. Para executá-la com segurança, os instrumentistas precisam antecipar a transição e o salmista deve conhecer bem a nova região tonal, evitando hesitações entre a segunda e a terceira estrofes.
A modulação deve servir à continuidade da oração e não se tornar um elemento de destaque maior que o próprio salmo. O objetivo permanece o mesmo: ajudar a comunidade a proclamar a glória do Senhor.
Orientações para o ministério de música
1. Prepare o refrão com a assembleia em mente
O refrão deve ser aprendido com facilidade e cantado sem esforço excessivo. Antes da celebração, ensaie sua melodia com o salmista, os instrumentistas e, quando possível, a equipe responsável pela animação da assembleia.
O cantor deve apresentar a resposta com clareza, sem alongamentos que dificultem a participação dos fiéis. O coro pode reforçar a melodia, mas não deve encobrir a voz da comunidade.
2. Proclame as estrofes com clareza
As quatro estrofes apresentam imagens e afirmações importantes: o canto novo, a criação dos céus, a oferta de louvor e o reinado justo do Senhor.
O salmista precisa articular bem as palavras e respeitar a pontuação dos versos. Uma interpretação excessivamente ornamentada pode dificultar a compreensão do texto, que deve permanecer em primeiro plano.
3. Cuide da modulação entre Sol maior e Lá bemol maior
A mudança harmônica da cifra merece atenção especial durante os ensaios. O acorde Ab aparece na transição após a segunda estrofe, preparando a nova tonalidade.
Os instrumentistas devem ensaiar essa passagem repetidamente, de modo que a modulação aconteça com naturalidade. O salmista também precisa ter segurança na nova tonalidade para não perder a referência melódica.
Se a equipe tiver dificuldade com a transição, é melhor preparar o acompanhamento com antecedência do que improvisar durante a celebração.
4. Equilibre os instrumentos e as vozes
O acompanhamento deve sustentar a melodia e a proclamação do texto, sem competir com o salmista. Em uma interpretação contemporânea, a presença instrumental pode conferir corpo e expressividade, mas o volume precisa permanecer equilibrado.
A assembleia deve conseguir ouvir cada palavra. O refrão pode ganhar maior intensidade que as estrofes, desde que essa diferença favoreça a resposta comunitária e preserve o caráter de oração.
5. Respeite a função do salmo responsorial
O salmo deve ser executado no lugar previsto da Liturgia da Palavra, após a primeira leitura. Sua finalidade não é criar um intervalo musical nem oferecer uma apresentação independente, mas permitir que a comunidade medite e responda à Palavra de Deus.
A introdução instrumental deve ser suficiente para estabelecer a tonalidade e preparar a entrada do salmista. Evite interlúdios prolongados ou intervenções que interrompam desnecessariamente o fluxo da celebração.
Perguntas frequentes
Qual é o salmo do 29º Domingo do Tempo Comum — Ano A, em 2026?
O salmo responsorial é o Salmo 95(96), com o refrão: “Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!”. A celebração acontece em 18 de outubro de 2026.
Qual é a mensagem principal do Salmo 95(96)?
O salmo convida todos os povos a reconhecerem a grandeza do Senhor, proclamarem suas maravilhas e adorarem aquele que reina sobre a criação com justiça.
Esta versão do Universo Litúrgico pode ser usada na Santa Missa?
A proposta foi preparada para o salmo responsorial da celebração indicada, mantendo a estrutura de refrão e estrofes. Sua execução deve preservar o texto litúrgico, a função do salmo na Liturgia da Palavra e a participação da assembleia.
Qual é a tonalidade da cifra?
A introdução e a primeira parte estão em Sol maior. A cifra apresenta uma modulação para Lá bemol maior a partir da transição indicada pelo acorde Ab. Por isso, a versão não permanece inteiramente em uma única tonalidade.
Como a assembleia deve participar?
A assembleia responde cantando o refrão após as estrofes do salmista. A melodia deve ser conduzida com clareza, em andamento confortável e com acompanhamento equilibrado, para que os fiéis possam cantar sem dificuldade.
O que significa dar ao Senhor poder e glória?
Significa reconhecer e proclamar a majestade de Deus, atribuindo-lhe o louvor que lhe é devido. O refrão não sugere que Deus precise receber poder de nós, mas que somos chamados a reconhecer sua soberania e testemunhar suas maravilhas.
Conclusão
O Salmo 95(96) recorda que o louvor a Deus não conhece fronteiras. Toda a terra é convidada a cantar um canto novo, anunciar as maravilhas do Senhor e proclamar que Ele reina com justiça.
No 29º Domingo do Tempo Comum — Ano A, essa resposta conduz a assembleia a reconhecer a soberania divina e a compreender que a fé proclamada na liturgia deve se transformar em testemunho de vida.
Com esta versão musical, o Universo Litúrgico oferece uma possibilidade de interpretação para o ministério de música, procurando unir uma sonoridade contemporânea à fidelidade ao texto bíblico e à função do salmo responsorial. Que o canto ajude a comunidade a participar da Liturgia da Palavra com atenção, reverência e alegria, proclamando em uníssono:
“Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!”
Pax et Bonum!
Rogério Hirota — Universo Litúrgico

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