Dai a Deus o que é de Deus: Cifra e Sugestão de Canto de Comunhão — Marcelo Oliveira
A música “Dai a Deus o que é de Deus”, de Marcelo Oliveira, apresenta em forma de canto a passagem do Evangelho em que Jesus é questionado sobre o pagamento do imposto a César. Com uma letra narrativa e um refrão marcante, a composição recorda a resposta de Cristo e convida os fiéis a refletirem sobre sua relação com Deus.
Nesta publicação do Universo Litúrgico, você encontrará a cifra completa da música, sua fundamentação bíblica em Mateus 22,15-21 e uma reflexão sobre seu possível uso como sugestão de música para a Comunhão, considerando a mensagem da composição e a finalidade própria desse momento da Santa Missa.
Música para ouvir
Confira a gravação de “Dai a Deus o que é de Deus”, atribuída a Marcelo Oliveira, do canal Um Carismático na Missa, na versão que criamos no Universo Litúrgico.
A composição apresenta os acontecimentos do Evangelho por meio de estrofes narrativas e de um refrão que retoma a resposta de Jesus: “Dai a César o que é de César! Dai a Deus o que é de Deus!”. Essa estrutura facilita a compreensão da mensagem central e permite acompanhar musicalmente o diálogo entre Cristo e aqueles que procuravam colocá-lo à prova.
Cifra — Dai a Deus o que é de Deus
Momento litúrgico proposto: Comunhão
Intérprete informado: Marcelo Oliveira
Referência bíblica: Mateus 22,15-21
Tonalidade indicada pela cifra: Mi menor (Em)
Em Am
Um plano ardil fizeram os fariseus,
D G
Mandaram seus discípulos, então,
Am Em
Queriam constranger Cristo Jesus
C Am B7
E prepararam uma armação.
C D Em
Dai a César o que é de César!
C D Em B7
Dai a Deus o que é de Deus! (2x)
Em Am
“Ó Mestre, és verdadeiro, bem sabemos,
D G
E ensinas o caminho que é de Deus,
Am Em
Tu não te influencias pelos outros,
C Am B7
Responde, pois, a estes filhos teus:”
C D Em
Dai a César o que é de César!
C D Em B7
Dai a Deus o que é de Deus! (2x)
Em Am
“É lícito pagar o imposto a César?
D G
É isso que queremos nós saber!”
Am Em
“Hipócritas! É vil sua intenção!
C Am B7
Numa armadilha querem me prender!”
C D Em
Dai a César o que é de César!
C D Em B7
Dai a Deus o que é de Deus! (2x)
Em Am
“Mostrai-me a moeda do imposto!”
D G
E, então, uma moeda lhe entregaram.
Am Em
“De quem é essa figura na moeda?”
C Am B7
“De César!”, eles logo lhe falaram.
C D Em
Dai a César o que é de César!
C D Em B7
Dai a Deus o que é de Deus! (2x)
O significado de “Dai a Deus o que é de Deus”
O refrão da música apresenta uma das respostas mais conhecidas de Jesus: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. A frase está relacionada à pergunta sobre o pagamento do imposto ao imperador romano, mas seu significado ultrapassa a questão financeira.
Os interlocutores de Jesus procuravam colocá-lo em uma situação difícil. Se ele respondesse de maneira contrária ao pagamento do imposto, poderia ser acusado de se opor à autoridade romana. Se simplesmente concordasse com seus adversários, poderia perder a confiança daqueles que esperavam dele uma resposta religiosa e moral.
Jesus, porém, não aceita a armadilha. Ao pedir que lhe mostrem a moeda do imposto, ele pergunta de quem são a imagem e a inscrição nela presentes. Quando respondem que são de César, Cristo pronuncia a frase que inspira a composição.
A resposta distingue a realidade das obrigações civis daquilo que pertence a Deus. Jesus não transforma a questão em uma simples disputa política. Ele conduz seus interlocutores a uma reflexão mais profunda sobre a responsabilidade humana diante das autoridades e, sobretudo, diante do Senhor.
A pergunta que permanece para o cristão é essencial: se devemos dar a Deus o que lhe pertence, estamos realmente entregando a ele nossa vida, nossas escolhas e nosso coração?
Fundamentação bíblica: Mateus 22,15-21
A referência principal da música é Mateus 22,15-21, passagem em que alguns fariseus e herodianos procuram surpreender Jesus com uma pergunta sobre o tributo a César.
O episódio começa com uma tentativa de colocar Cristo à prova. Seus interlocutores reconhecem publicamente sua sinceridade e seu ensinamento, mas essas palavras escondem uma intenção de comprometê-lo. A música expressa essa situação ao narrar que os fariseus prepararam uma armadilha.
Quando Jesus percebe a intenção deles, chama a atenção para a hipocrisia presente na pergunta. Em seguida, pede que lhe apresentem a moeda usada para pagar o imposto. A resposta sobre a imagem de César conduz ao ensinamento central: dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
A composição acompanha essa sequência narrativa: apresenta a conspiração, reproduz a pergunta sobre o imposto, descreve a reação de Jesus e conclui com a identificação da moeda e o refrão.
Essa fidelidade à estrutura do episódio ajuda o ouvinte a recordar o Evangelho. Entretanto, é importante distinguir a narrativa musical da totalidade do ensinamento bíblico: a passagem não se limita à administração de bens materiais, mas coloca diante de nós a questão daquilo que realmente devemos a Deus.
O que significa dar a Deus o que é de Deus?
A frase de Jesus não significa que Deus reivindique apenas uma parte da vida humana, enquanto todo o restante possa ser vivido sem referência a ele. A fé cristã reconhece que a existência humana encontra em Deus sua origem e seu fim.
Por isso, dar a Deus o que é de Deus envolve mais do que cumprir obrigações religiosas. Significa orientar a vida segundo sua vontade, praticar a justiça, viver a caridade, cultivar a verdade e reconhecer a dignidade de cada pessoa.
Essa resposta também nos ajuda a compreender que a fé não deve ser reduzida a interesses particulares. Os interlocutores de Jesus tentavam utilizar uma questão religiosa para colocá-lo em dificuldade. Cristo, ao contrário, revela a falsidade da armadilha e conduz a conversa para uma verdade mais profunda.
Ao cantar o refrão, a comunidade pode recordar que a fidelidade a Deus não se limita às palavras pronunciadas na igreja. Ela deve se manifestar nas decisões, nos relacionamentos, no trabalho e no modo de tratar o próximo.
A música e a Liturgia da Palavra
A relação entre a composição e o Evangelho de Mateus 22,15-21 é direta: a letra narra os acontecimentos e destaca a resposta de Jesus. Essa correspondência temática torna a música especialmente reconhecível quando a comunidade escuta essa passagem nas celebrações.
No 29º Domingo do Tempo Comum — Ano A, o Evangelho apresenta justamente o episódio do tributo a César. Nesse contexto, a música pode ajudar a recordar a passagem e favorecer a reflexão sobre a fidelidade a Deus.
É importante, contudo, distinguir a música da proclamação litúrgica da Palavra. A composição não substitui a leitura do Evangelho nem o salmo responsorial, que possui função própria na Liturgia da Palavra. Sua letra é uma apresentação musical narrativa do episódio bíblico.
A música pode ser utilizada em diferentes contextos de evangelização, catequese e formação cristã. Quando se pretende empregá-la durante a Missa, é necessário considerar também o momento ritual específico, e não apenas sua relação com as leituras.
“Dai a Deus o que é de Deus” é adequada para a Comunhão?
A música “Dai a Deus o que é de Deus”, de Marcelo Oliveira, é uma sugestão de canto de Comunhão para o 29º Domingo do Tempo Comum — Ano A, cuja Liturgia da Palavra apresenta o episódio de Jesus sobre o tributo a César, narrado em Mateus 22,15-21.
O canto de Comunhão acompanha a procissão e a distribuição da Eucaristia, favorecendo a participação dos fiéis, a união espiritual daqueles que comungam e a interiorização do mistério celebrado.
Ao retomar a resposta de Jesus — “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” —, a música recorda que nossa vida deve estar orientada para Deus. A mensagem convida os fiéis a renovar sua entrega ao Senhor e a manifestar a fé por meio de atitudes concretas de justiça, fidelidade e caridade.
Por sua relação direta com o Evangelho proclamado nesse domingo, a composição pode ajudar a assembleia a recordar a Palavra de Deus durante a celebração. Sua execução deve favorecer a oração e a participação comunitária, mantendo o caráter próprio do canto de Comunhão.
Assim, a proposta é unir a mensagem do Evangelho à vivência da Eucaristia, recordando que receber Cristo exige também uma resposta de amor e fidelidade a Deus na vida cotidiana.
Orientações para o ministério de música
A cifra apresenta a música em Mi menor (Em), com os acordes Em, Am, D, G, C e B7. Antes da celebração, a equipe deve verificar se essa tonalidade é confortável para o cantor e para a participação da assembleia.
Alguns cuidados podem ajudar na preparação musical:
Clareza da letra: como as estrofes narram um diálogo, é importante pronunciar as palavras com nitidez, sem acelerar os versos.
Andamento: um andamento moderado pode favorecer a compreensão da história, evitando que o texto seja cantado de maneira apressada.
Refrão: a repetição de “Dai a César o que é de César! Dai a Deus o que é de Deus!” deve ser conduzida com naturalidade, permitindo que os participantes compreendam a mensagem.
Acompanhamento instrumental: os instrumentos devem sustentar a voz e manter uma dinâmica equilibrada, sem encobrir o texto.
Preparação da equipe: convém ensaiar as transições entre as estrofes e o refrão, respeitando as repetições indicadas na cifra.
Adequação ritual: antes de definir a música para a Comunhão, a equipe deve discernir se sua letra e sua execução servem à finalidade própria desse momento.
O objetivo do ministério de música não é simplesmente executar uma composição, mas ajudar a assembleia a participar da celebração. A qualidade musical deve estar a serviço da oração e da ação litúrgica.
Perguntas frequentes sobre “Dai a Deus o que é de Deus”
1. Quem é o intérprete de “Dai a Deus o que é de Deus”?
A música é identificada como uma versão de Marcelo Oliveira, associada ao canal Um Carismático na Missa. Essa identificação não permite, por si só, confirmar todos os créditos de composição, letra e melodia.
2. Qual é a passagem bíblica da música?
A referência principal é Mateus 22,15-21, que narra a pergunta sobre o pagamento do imposto a César e a resposta de Jesus.
3. Qual é a tonalidade da cifra?
A cifra fornecida está indicada em Mi menor (Em). A equipe pode avaliar a necessidade de transposição conforme a extensão vocal do cantor e as possibilidades da assembleia.
4. A música pode ser cantada na Comunhão?
Ela pode ser considerada como proposta, mas a adequação deve ser avaliada pela equipe responsável. A letra está centrada na narrativa do imposto a César e não apresenta uma referência explícita à Eucaristia. Por isso, é importante verificar se ela atende à finalidade própria do canto de Comunhão naquela celebração.
5. A música combina com o 29º Domingo do Tempo Comum — Ano A?
A relação com o Evangelho é direta, pois Mateus 22,15-21 apresenta o episódio narrado na letra. Essa correspondência temática, entretanto, não dispensa a avaliação da função litúrgica específica para a qual a música será utilizada.
6. Qual é a mensagem central do refrão?
O refrão recorda que devemos reconhecer as responsabilidades próprias da vida civil sem esquecer que nossa fidelidade fundamental é a Deus. A mensagem convida a viver a fé de maneira concreta, com justiça, verdade e caridade.
Conclusão
“Dai a Deus o que é de Deus”, de Marcelo Oliveira, apresenta uma narrativa musical de Mateus 22,15-21 e destaca a resposta de Jesus diante daqueles que tentavam colocá-lo à prova. Seu refrão recorda que a relação com Deus não pode ser reduzida a palavras ou obrigações externas: ela deve orientar a vida e as escolhas de cada cristão.
Como sugestão para a Comunhão, a composição exige discernimento, pois a finalidade desse canto está ligada à participação e à união dos fiéis na celebração eucarística. A correspondência com o Evangelho é relevante, mas deve ser considerada junto com a função própria do rito.
Que a reflexão sobre a resposta de Jesus nos ajude a reconhecer aquilo que pertence a Deus e a manifestar essa entrega por meio de uma vida de fé, justiça e caridade.
Pax et Bonum!
Rogério Hirota — Universo Litúrgico

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