O Senhor Preparou um Banquete — Cifra e Sugestão de Canto de Comunhão
O Senhor Preparou um Banquete — Maria de Fátima de Oliveira e André J. Zamur
Introdução
A Comunhão é o momento em que a assembleia se aproxima da mesa do Senhor para receber Cristo, o Pão vivo que se oferece pela salvação de seu povo.
“O Senhor Preparou um Banquete”, de Maria de Fátima de Oliveira e André J. Zamur, é um canto de Comunhão que apresenta essa realidade por meio da imagem do banquete preparado por Deus. A música conduz a assembleia à contemplação de Cristo como o Cordeiro imolado, o Pão vivo e o alimento que sustenta a caminhada do povo de Deus.
O canto faz parte do álbum “O Amor nos deu a Vida — Tempo Comum / Tempo Pascal” e é interpretado por Coro Edipaul, Karla Fioravante, Luan de Carvalho e Vanessa, Dalva Tenório.
Sua letra une a imagem bíblica do banquete ao mistério da Eucaristia, tornando-o especialmente apropriado para acompanhar a procissão e a distribuição da Comunhão.
Vídeo da música
O Senhor Preparou um Banquete — Coro Edipaul
Cifra — O Senhor Preparou um Banquete
Tom: F
O SENHOR PREPAROU UM BANQUETE
Tom: F
[Refrão]
F Bb C7
O Senhor preparou um banquete
Bb F C7
Ó famintos de amor, acorrei
Bb F
O Cordeiro já foi imolado
C7 F F7
Vinde todos, tomai e comei
Bb F
O Cordeiro já foi imolado
C7 F F7
Vinde todos, tomai e comei
[1]
A7 Dm
Já foi preparada a festa do Rei
A7 Dm
A mesa está posta, ó vinde, comei
G7 C
O novo Cordeiro já foi imolado
G7 C C7
Seu Corpo, Pão vivo, a todos foi dado
[2]
A7 Dm
A fonte da vida brotou de seu lado
A7 Dm
Seu povo escolhido foi nela banhado
G7 C
Se alguém tiver sede, que venha beber
G7 C C7
Verá a alegria de novo nascer
[3]
A7 Dm
Senhor, vosso povo, por Cristo Jesus
A7 Dm
Passou, no Batismo, das trevas à luz
G7 C
E senta-se à mesa do Reino dos céus
G7 C C7
Comendo o Pão vivo, o Corpo de Deus
[4]
A7 Dm
Conosco convivem as forças do mal
A7 Dm
Orgulho, injustiça e ódio mortal
G7 C
Mas cremos na vida que brota da morte
G7 C C7
Convosco aprendemos: o amor é mais forte
[5]
A7 Dm
Jesus, nossa Páscoa, por nós se entregou
A7 Dm
Por Ele remidos, nós cremos no amor
G7 C
Nós cremos na força do grão que morreu
G7 C C7
Porém ressurgindo, seus frutos nos deu
[6]
A7 Dm
Sentados à mesa da ressurreição
A7 Dm
Senhor, recebemos o vinho e o pão
G7 C
Iremos agora, unidas as mãos
G7 C C7
Plantar alegria, viver como irmãos
[7]
A7 Dm
Queremos convosco, Senhor proclamar
A7 Dm
Que o grande segredo consiste em amar
G7 C
E ser testemunhas da glória imortal
G7 C C7
Do Cristo imolado, Cordeiro pascalSobre a música
“O Senhor Preparou um Banquete” apresenta a Comunhão a partir de uma imagem muito presente na Sagrada Escritura: Deus prepara uma mesa e reúne seu povo para participar de sua vida.
Logo no refrão, a música apresenta o convite:
“O Senhor preparou um banquete
Ó famintos de amor, acorrei.”
Mas o banquete apresentado pelo canto não é apenas uma imagem de fraternidade ou de uma refeição. A música deixa claro que seu centro é Cristo, o Cordeiro imolado:
“O Cordeiro já foi imolado
Vinde todos, tomai e comei.”
A partir daí, as estrofes desenvolvem uma verdadeira catequese sobre a vida cristã, relacionando a Eucaristia com o Batismo, a Páscoa, a Ressurreição, a vida comunitária e o amor ao próximo.
Por que é um canto adequado para a Comunhão?
A grande força desta música está justamente em sua clareza eucarística.
Não se trata apenas de uma música que utiliza a palavra “banquete” como símbolo. O texto fala diretamente do Corpo de Cristo, do Pão vivo, do vinho e do pão e do Cordeiro Pascal.
Na primeira estrofe encontramos:
“Seu Corpo, Pão vivo, a todos foi dado.”
Na terceira:
“Comendo o Pão vivo, o Corpo de Deus.”
E na sexta:
“Senhor, recebemos o vinho e o pão.”
Essas expressões tornam a música particularmente apropriada para acompanhar a assembleia durante a recepção da Eucaristia.
O canto também apresenta uma característica muito importante: a Comunhão não aparece como um momento isolado da vida cristã. Depois de participar da mesa do Senhor, o povo é chamado a viver como irmãos e testemunhar o amor de Cristo.
Por isso, a música acompanha não somente o ato de receber a Eucaristia, mas também a transformação que a Eucaristia deve produzir na vida daqueles que dela participam.
O banquete preparado pelo Senhor
A imagem do banquete aparece logo no início da música:
“Já foi preparada a festa do Rei
A mesa está posta, ó vinde, comei.”
A mesa preparada pelo Senhor representa a iniciativa de Deus. É Ele quem chama, reúne e alimenta seu povo.
Na celebração eucarística, essa imagem encontra uma expressão concreta: a Igreja se reúne ao redor do altar e participa do banquete pascal de Cristo.
A música, portanto, conduz a assembleia de uma imagem muito conhecida — uma festa preparada pelo Rei — para o centro do mistério cristão: Cristo se oferece como alimento.
Cristo, o Cordeiro Pascal
Outro tema fundamental é a apresentação de Jesus como o Cordeiro:
“O novo Cordeiro já foi imolado.”
E, no final:
“Do Cristo imolado, Cordeiro pascal.”
A música relaciona diretamente a Eucaristia com a Páscoa de Cristo. Aquele que os fiéis recebem na Comunhão é o Cristo que morreu e ressuscitou.
Por isso, a música não apresenta a Eucaristia simplesmente como uma refeição comunitária. Ela recorda que o banquete cristão nasce da entrega de Cristo e de sua vitória sobre a morte.
O Batismo e a mesa do Reino
A terceira estrofe acrescenta outro elemento importante:
“Passou, no Batismo, das trevas à luz
E senta-se à mesa do Reino dos céus.”
Existe aqui uma relação entre Batismo e Eucaristia.
Pelo Batismo, o cristão é incorporado à vida de Cristo e passa a fazer parte de seu povo. Na Eucaristia, esse povo se reúne ao redor da mesa e recebe o alimento que sustenta sua caminhada.
A música apresenta, portanto, uma visão integrada da vida sacramental.
Da Comunhão para a vida
Um dos aspectos mais bonitos da música está na sexta estrofe:
“Iremos agora, unidas as mãos
Plantar alegria, viver como irmãos.”
A participação na Eucaristia conduz a uma missão.
Depois de receber Cristo, a comunidade é enviada para viver aquilo que celebrou. A mesa eucarística deve produzir frutos de fraternidade, amor, alegria e testemunho.
Esse aspecto também aparece na última estrofe, quando o canto afirma que o grande segredo consiste em amar e ser testemunha da glória de Cristo.
Temas presentes na música
Eucaristia
É o tema central do canto. Cristo é apresentado como o Pão vivo e o alimento recebido pelo povo de Deus.
Banquete do Senhor
A mesa preparada pelo Rei simboliza a reunião do povo de Deus e encontra seu ápice na celebração eucarística.
Cordeiro Pascal
Cristo é apresentado como o Cordeiro que se entrega e vence a morte.
Batismo
A música recorda a passagem das trevas para a luz e a entrada do povo na vida do Reino.
Ressurreição
A Eucaristia é apresentada dentro do mistério pascal de Cristo.
Amor e fraternidade
A participação na mesa do Senhor conduz os fiéis a viverem unidos e a praticarem o amor.
Testemunho
O cristão que participa da Eucaristia é chamado a levar para a vida aquilo que celebrou.
Relação com a Palavra de Deus
A imagem do banquete aparece em diversos momentos da Bíblia e encontra uma expressão particularmente significativa na liturgia.
Isaías 25,6-9 apresenta o Senhor preparando um banquete para todos os povos.
João 6 apresenta Jesus como o Pão vivo descido do céu.
João 19,34 recorda o sangue e a água que brotam do lado de Cristo.
1Coríntios 10,16-17 apresenta a participação no Corpo e no Sangue de Cristo como sinal de comunhão.
1Coríntios 11,23-26 recorda a instituição da Eucaristia e o mandato de fazer memória de Cristo.
Apocalipse 19,9 apresenta a imagem da ceia do Cordeiro.
Essas passagens ajudam a compreender a riqueza das imagens utilizadas na música.
Como utilizar na Santa Missa
“O Senhor Preparou um Banquete” é indicado para o Canto de Comunhão.
Pode ser iniciado no começo da procissão da Comunhão e continuar durante a distribuição da Eucaristia, conforme a duração desse momento na celebração.
O refrão é particularmente adequado para a participação da assembleia. As estrofes podem ser cantadas por um solista, grupo de cantores ou pelo próprio coro, enquanto a comunidade retoma o refrão.
Não é necessário utilizar todas as estrofes em todas as celebrações. A quantidade pode ser escolhida de acordo com o tempo da procissão e o número de fiéis.
O mais importante é que o canto acompanhe a ação litúrgica e não transforme o momento da Comunhão em uma apresentação musical.
Orientações para a equipe de música
A interpretação deve favorecer um clima de oração e participação.
O refrão pode ser apresentado inicialmente de forma clara, permitindo que a assembleia o reconheça e participe.
Como a letra possui uma forte dimensão catequética, é importante que a equipe de música valorize o texto e evite uma interpretação excessivamente acelerada.
A tonalidade apresentada é Fá maior (F). Caso essa tonalidade não seja confortável para o cantor ou para a assembleia, pode ser feita a transposição.
Também é possível escolher algumas estrofes de acordo com o tempo disponível, preservando aquelas que melhor ajudam a assembleia a contemplar o mistério da Eucaristia.
Perguntas frequentes
Quem compôs “O Senhor Preparou um Banquete”?
A letra é de Maria de Fátima de Oliveira e a música é de André J. Zamur.
Quem interpreta a música?
A gravação apresentada pela Paulinas-COMEP reúne Coro Edipaul, Karla Fioravante, Luan de Carvalho e Vanessa e Dalva Tenório.
Em qual álbum está a música?
A música está no álbum O Amor nos deu a Vida — Tempo Comum / Tempo Pascal.
Qual é a função litúrgica da música?
É um Canto de Comunhão.
A música fala diretamente da Eucaristia?
Sim. A letra menciona o Cordeiro imolado, o Corpo de Cristo, o Pão vivo, o vinho e o pão e a mesa da ressurreição.
Qual é o tom da cifra?
A cifra apresentada está em Fá maior (F).
Conclusão
“O Senhor Preparou um Banquete” conduz a assembleia para uma compreensão profunda da Comunhão: Deus prepara a mesa, Cristo se oferece como o Cordeiro Pascal e o povo reunido recebe o Pão vivo.
Mas a música também lembra que participar da mesa do Senhor traz uma responsabilidade. Aquele que recebe Cristo é chamado a viver como irmão, plantar alegria e testemunhar o amor.
Assim, o canto acompanha o momento da Comunhão não apenas como uma bonita imagem de banquete, mas como uma verdadeira meditação sobre aquilo que a Igreja celebra diante do altar: Cristo que se entrega, alimenta seu povo e o envia para viver o amor.
Pax et Bonum!
Rogério Hirota
Universo Litúrgico

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