Pai Nosso e Embolismo

Irmã Míria T. Kolling Falaa sobre o Pai-Nosso e o Embolismo
Pai Nosso: a oração dos filhos –
Chegou até nós por dupla tradição: Mateus 6, 9-11 e Lucas 11,2-4. São sete petições, das quais as três primeiras “celestes” – Deus, sua Vontade e seu Reino, e as quatro seguintes “terrestres” , pois dizem respeito a nós, humanos. O próprio Jesus nô-la ensinou, dirigindo-se a Deus como “Abba, Pai!”. Provavelmente foi introduzido na Missa com Santo Ambrósio, pelo século IV. A celebração eucarística é em si mesma louvor dos filhos ao seu Pai do céu. Pode-se cantar o Pai Nosso, numa melodia simples, em forma de cantilena, ou gregoriano. Sendo um texto bíblico, não deve ser substituído por paráfrases ou outros textos. O Pai Nosso na Missa não é conclusivo, e sim nos introduz ao rito da comunhão. Por isso não se diz Amém no final.
Embolismo- “Livrai-nos de todo o mal, Senhor!” –
A palavra vem do grego (embolisma – peça aplicada a um vestido, a um desenvolvimento literário, a partir de um determinado texto). Assim, O Pai Nosso termina com “mas livrai-nos do mal.” E o embolismo prossegue, acrescentando-lhe “Livrai-nos de todo o mal, Senhor...”, o que parece remontar ao tempo de São Gregório, pelo século VI. Pergunta-se: seria necessário completar a palavra de Jesus?... Não basta o Pai Nosso?... E continua: “enquanto esperamos a vinda de Jesus Cristo, nosso Salvador... enquanto aguardamos a jubilosa esperança e a vinda gloriosa do nosso Salvador, Jesus Cristo.” O embolismo termina pela doxologia “Vosso é o reino e o poder e a glória para sempre” , que não faz parte do Pai Nosso de Mateus, mas foi inserida pelo século II, muito usada nas igrejas do Oriente, assim como pelos protestantes e anglicanos. O novo Missal, Romano integrando-a na nossa liturgia, une-se à tradição das outras Igrejas cristãs.
Comentário
Lembrando que assim como toda oração cantada na litúrgica, como vimos até agora, deve ser executada fielmente a letra, músicas de Pai-Nosso como o do Padre Marcelo não é conveniente, ainda mais que foge da oração que o próprio Cristo nos ensinou.
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