Glória a Deus nas Alturas (Na Dança da Vida) — Comunidade Shalom
O hino “Glória a Deus nas Alturas (Na Dança da Vida)”, da Comunidade Shalom, apresenta uma proposta musical marcada pela alegria, pela aclamação e pelo louvor a Deus. Sua letra percorre temas centrais do hino do Glória: a glorificação do Pai, a centralidade de Jesus Cristo, o pedido de misericórdia e a profissão de fé na glória da Santíssima Trindade.
A composição é associada a Leonardo Biondo e Nicodemos Costa e integra o repertório musical da Comunidade Católica Shalom. A música é conhecida pelo refrão recorrente e por uma condução que favorece o canto comunitário.
Neste artigo, apresentamos a cifra enviada para estudo, refletimos sobre os compositores e examinamos a relação da música com a liturgia da Santa Missa, especialmente a importância de preservar o texto próprio do Glória.
Música para ouvir
Composição e contexto musical
“Glória a Deus nas Alturas (Na Dança da Vida)” é interpretada pela Banda Shalom, ligada à tradição musical da Comunidade Católica Shalom. A gravação é associada ao álbum Na Dança da Vida, lançado em 2003, conforme os dados disponíveis para a faixa.
Os créditos de composição encontrados em referências musicais apontam Leonardo Biondo e Nicodemos Costa. Como as informações públicas nem sempre apresentam dados biográficos detalhados dos dois compositores em relação especificamente a esta obra, é melhor evitar atribuir a eles histórias pessoais ou influências musicais que não estejam documentadas.
O que podemos analisar com segurança é a própria construção musical e textual. A repetição do refrão cria um eixo reconhecível para a assembleia, enquanto as estrofes percorrem diferentes temas do hino de louvor. A música alterna a aclamação a Deus com referências a Jesus Cristo e à sua condição divina, aproximando a linguagem musical de uma oração comunitária.
A contribuição dos compositores está, portanto, na elaboração de uma forma musical para expressar um dos hinos mais conhecidos da celebração eucarística. Entretanto, em música litúrgica, a melodia e a facilidade de participação não são os únicos critérios de escolha: a fidelidade ao texto litúrgico também é indispensável.
Cifra: Glória a Deus nas Alturas (Na Dança da Vida)
Intérprete: Banda Shalom
Composição: Leonardo Biondo e Nicodemos Costa
Tom conforme a cifra enviada: não informado separadamente; os acordes apresentados estão reproduzidos abaixo.
Tom: Bm
G A9 G A Bm
Glória, glória a Deus nas alturas
D/F# A9 G A9 G A Bm
Ô õ, glória e a nós a sua paz
G A9 G A Bm
Glória, glória a Deus nas alturas
D/F# A9 G A9 G A Bm
Ô ô, glória e a nós a sua paz
Em A Bm F#m
Senhor Deus rei dos céus Deus pai onipotente
G A Em7(9) A4 F#7
Vos louvamos bendizemos adoramos nós vos glorificamos
Bm F#m G Em D/F# G
E nós vos damos graças, por sua glória
G A9 G A Bm
Glória, glória a Deus nas alturas
D/F# A9 G A9 G A Bm
Ô õ, glória e a nós a sua paz
G A9 G A Bm
Glória, glória a Deus nas alturas
D/F# A9 G A9 G A Bm
Ô ô, glória e a nós a sua paz
Em A Bm F#m
Jesus Cristo Senhor Deus, filho único do pai
G A Bm
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade
G A Bm
Vós que estais a direita do pai, tende piedade
G A Em D A/C#
Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade
Bm F#m G
Acolhei a nossa súplica
G A9 G A Bm
Glória, glória a Deus nas alturas
D/F# A9 G A9 G A Bm
Ô õ, glória e a nós a sua paz
G A9 G A Bm
Glória, glória a Deus nas alturas
D/F# A9 G A9 G A Bm
Ô ô, glória e a nós a sua paz
Em D/F# G A
Só Vós sois o santo Senhor, o altíssimo
Bm Em D A/C#
Só Vós Jesus Cristo,
Bm F#m G Em D/F#
com o Espírito e o pai, em Sua
G A G A Bm
Glória, glória a Deus nas alturas
D/F# A G A G A Bm
Ô ô, glória e a nós a sua paz
G A G A Bm
Glória, glória a Deus nas alturas
D/F# A G A G A Bm
Ô ô, glória e a nós a sua pazO significado do Glória na Santa Missa
O Glória é um hino de louvor e glorificação a Deus. Na celebração eucarística, ele não é apenas uma música alegre nem uma introdução musical para a Liturgia da Palavra. É uma oração comunitária que glorifica o Pai, proclama a identidade de Jesus Cristo e conclui com a referência ao Espírito Santo.
Sua estrutura reúne diferentes movimentos de oração. Primeiro, a assembleia louva a Deus nas alturas e pede que sua paz alcance a humanidade. Em seguida, bendiz o Pai e agradece por sua glória. Depois, volta-se a Jesus Cristo, reconhecido como Senhor e Cordeiro de Deus. Por fim, proclama a santidade de Deus e a glória de Cristo com o Espírito Santo.
Por essa razão, o Glória não deve ser substituído por qualquer canção que apenas mencione louvor, alegria ou paz. A música precisa conservar o conteúdo e a estrutura próprios do hino litúrgico.
O texto do Glória tem origem antiga na tradição cristã e é utilizado na liturgia romana como parte dos ritos iniciais da Missa em ocasiões determinadas. Seu caráter é festivo e solene, mas a alegria não depende somente do ritmo: ela nasce da própria proclamação da glória de Deus.
A relação entre a música e a oração da Igreja
O refrão “Glória, glória a Deus nas alturas” retoma diretamente a aclamação inicial do hino. A repetição reforça a ideia de louvor e facilita a memorização musical.
A referência à paz também possui um lugar importante na oração cristã. Na liturgia, a paz não é apenas a ausência de conflitos: é um dom de Deus, relacionado à reconciliação e à vida nova oferecida em Cristo.
A estrofe dedicada ao Pai reúne verbos próprios da oração de louvor: bendizer, adorar, glorificar e agradecer. Eles expressam atitudes diferentes, mas complementares. Louvar é reconhecer a grandeza de Deus; bendizer é proclamar seu bem; adorar é reconhecer sua soberania; agradecer é responder aos dons recebidos.
Na parte dedicada a Jesus Cristo, aparecem títulos fundamentais da fé cristã: Senhor, Filho único do Pai e Cordeiro de Deus. Esses títulos não são apenas expressões poéticas. Eles proclamam a identidade de Cristo e sua obra salvadora.
A referência ao Cordeiro de Deus remete à linguagem bíblica que apresenta Jesus como aquele que tira o pecado do mundo. O pedido de misericórdia expressa a confiança da comunidade naquele que salva e reconcilia.
A conclusão volta-se à santidade de Deus e à glória de Jesus Cristo com o Espírito Santo e o Pai. Essa dimensão trinitária é essencial: o Glória não é somente uma celebração genérica da divindade, mas uma oração cristã dirigida ao Pai, por meio de Cristo, na unidade do Espírito Santo.
A importância da fidelidade ao texto litúrgico
Ao escolher uma música para o Glória, o Ministério de Música deve verificar cuidadosamente a letra completa. O texto litúrgico não é uma simples inspiração temática que possa ser livremente resumida ou substituída por expressões semelhantes.
Na cifra apresentada, algumas frases parecem incompletas. “E nós vos damos graças, por sua glória” deve ser conferida em relação ao texto litúrgico oficial, assim como o final “Jesus Cristo, com o Espírito e o Pai, em sua”. Além disso, o refrão “e a nós a sua paz” não corresponde literalmente à formulação do hino presente no Missal Romano.
Essas diferenças são importantes. Mesmo que uma composição tenha uma melodia atraente e contenha expressões tradicionais do Glória, isso não garante, por si só, que seja adequada para uso litúrgico na celebração eucarística.
Antes de utilizá-la na Missa, recomendamos comparar a letra integral da versão musical com o texto aprovado do Glória. Se houver omissões, alterações ou acréscimos que não estejam de acordo com o texto litúrgico, a equipe deve buscar uma versão fiel ao hino oficial ou escolher outra composição que respeite integralmente a oração da Igreja.
Essa verificação não diminui o valor musical da obra. Ela apenas reconhece que a música litúrgica está a serviço da oração da Igreja e deve respeitar o conteúdo que a assembleia é chamada a proclamar.
Orientações para o Ministério de Música
A execução do Glória deve favorecer o canto comunitário, a clareza das palavras e o caráter festivo do rito.
Alguns cuidados ajudam na preparação:
Conheça o texto completo: antes do ensaio, confira a letra utilizada com o texto oficial do Missal Romano.
Priorize a assembleia: a melodia deve ser acessível aos fiéis, sem que os arranjos instrumentais dificultem o canto.
Mantenha o caráter de louvor: a interpretação deve transmitir alegria e solenidade, sem transformar o hino em uma apresentação.
Planeje a dinâmica: repetições, introduções e encerramentos devem ser organizados de modo que não prejudiquem o texto nem prolonguem desnecessariamente o rito.
Consulte a equipe de liturgia: a escolha final deve considerar a fidelidade ao texto e as orientações litúrgicas da comunidade.
A preparação musical exige mais do que aprender acordes e melodias. É necessário compreender o que a assembleia está cantando e por que aquele texto ocupa um lugar específico na celebração.
Perguntas frequentes
Quem compôs “Glória a Deus nas Alturas (Na Dança da Vida)”?
As referências musicais consultadas atribuem a composição a Leonardo Biondo e Nicodemos Costa. A indicação que repete o nome Leonardo Biondo parece ser uma duplicação de cadastro.
Quem interpreta a música?
A versão é conhecida pela interpretação da Banda Shalom, ligada à Comunidade Católica Shalom.
Essa música pode ser usada no Glória da Missa?
A escolha exige atenção ao texto completo. A cifra apresentada contém trechos incompletos e expressões que diferem do texto do Glória no Missal Romano. Antes de utilizá-la na celebração, é necessário conferir a letra integral e sua conformidade com o texto litúrgico aprovado.
O Glória pode ser substituído por uma música de louvor?
Não basta que uma música fale de louvor ou mencione a glória de Deus. O Glória da Missa é um hino próprio, e sua letra deve respeitar o conteúdo e a estrutura previstos para a liturgia.
Por que o texto do Glória precisa ser conferido?
Porque a assembleia proclama uma oração da Igreja, e não apenas uma canção temática. O respeito ao texto litúrgico garante que o conteúdo da oração seja preservado durante a celebração.
Conclusão
“Glória a Deus nas Alturas (Na Dança da Vida)”, interpretada pela Banda Shalom e atribuída a Leonardo Biondo e Nicodemos Costa, apresenta uma construção musical voltada ao louvor, à aclamação e à proclamação da fé cristã.
Sua análise também nos recorda um princípio fundamental para todos os ministérios de música: a beleza musical deve caminhar junto com a fidelidade litúrgica. No caso do Glória, é indispensável verificar a letra integral e assegurar que o hino cantado corresponda ao texto próprio da oração da Igreja.
Ao preparar a música para a Santa Missa, o objetivo não é apenas executar bem uma composição, mas ajudar toda a assembleia a louvar a Deus com unidade, consciência e fidelidade à liturgia.
Pax et Bonum!
Rogério Hirota — Universo Litúrgico

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