Ministério de Música e Grupo de Oração

Fonte: Revista RenovAção
Autor: João Valter Ferreira Filho
Afinal de contas, para que existe Ministério de Música?
Não, essa não é uma pergunta tão simples o quanto parece.
Interessante notar como temos facilidade em abandonar a idéia original das coisas. É o que acontece quando vamos escrever uma carta. Passamos meia hora discorrendo sobre vários assuntos em uma folha qualquer e, finalmente quando acharmos que já está bom e vamos "passar tudo a limpo", lá vêm chegando novas idéias, novos argumentos... e passamos mais uma hora modificando tudo que estava naquele borrão. No final de tão penosa maratona, o que temos? Duas cartas totalmente diferentes nas mãos!
Aparentemente é isso o que vem acontecendo em relação aos ministérios de música espalhados por todo o Brasil. Temos hoje diversos conceitos, variantes da idéia original, que muitas vezes acabam por ser, como diria o poeta, "o avesso do avesso do avesso" daquilo para o qual fomos criados.
Existem pessoas que têm uma visão simplista das coisas: O ministério de música serve para "animar o grupo". É como se fôssemos um "enfeitafestas", uma espécie de "mascote do grupo" ou algo parecido. Outros preferem encarar o ministério de música de maneira mais "psicológica". Para estes "isso é só uma fase; logo, logo estes meninos amadurecem e escolhem um ministério mais sério". Assim, tudo o que a música tenta realizar é encarado como uma mera brincadeira, algo sem futuro mesmo.
Outra corrente, mais perigosa, é a dos separatistas ministros de música que acreditam firmemente que já não precisam do grupo de oração, que o ministério é auto-suficiente. estes, se lhes perguntam "-Ei, você é da Renovação Carismática?", logo respondem (ou pensam em responder) "-Não, eu sou do ministério d música!".
Mas, na realidade, o sonho de Deus é bem diferente.
Ele nos resgatou do nada, nos retirou dos abismos de nossa solidão e nos plantou em meio a outros, que também vieram - por quê não dizer? - no fundo do poço e que agora caminham rumo à sua luz. Este é o nosso grupo de oração!
Mas nosso Deus é só ternura e seu amor infinito já havia fincado "desde que nos formamos no seio de nossa mãe" um germe de felicidade, um carisma, aquilo que podemos tranqüilamente chamar de "veia artística". E assim colocamos nossos dons à disposição de seu Doador.
É simplesmente isso. Nós somos a canção de nosso grupo de oração entoada aos ouvidos do Pai: Não existe em nós algo superficial, tímido ou apenas mais um "oba-oba", mas somos profundidade, porque profundo é o que vivemos na Renovação, em nosso grupo.
Perder esse chamado de vista, abrir mão de tamanha graça é, literalmente, tentar construir um edifício sobre a areia... e Jesus já falou uma vez sobre este tipo de loucura. O ministério (e o ministro) de música que decide caminhar sem grupo de oração está, sem mais palavras, cometendo Suicídio.
Não há dúvidas de que a RCC começa a viver um novo tempo em nossos dias. E nós, músicos do Senhor, nesse novo temo somos chamados a respirar o nosso grupo de oração, inflar nossos pulmões com esta dádiva maravilhosa e, quando soprarmos... esta será a nossa música.
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