Estou pensando em tocar na Igreja?
Fonte: Exsurge Domini
Autor: Rogério Hirota Escrito em 20/Ago/2009
O chamado a um ministério é como aquela passagem em que Jesus vinha e passava dizendo: Vem e Segue-me! (Mc 1,16-20), é um convite gentil que somente os que estão aberto, desapegados de si mesmo que conseguem aceitar. É assim que acontece com nós ministros de músicas, somos chamados a preparar o caminho de Jesus quer em sua Sagrada Palavra ou em sua Real Presença na Eucaristia, somos vozes que clamam no deserto (Lc 3,4) para que todos se convertam e recebam o Senhor.
Mas os apóstolos que aceitaram esta missão não tiveram uma vida de glamour e centro de atenção, sofreram muitas dificuldades para que o Evangelho conseguisse ser anunciado aos povos, eram perseguidos, sofreram vários tipos de provas o que não difere de nossa missão. A pessoa que estiver pensando em servir em um ministério de música não deve se esquecer da missão a que somos chamados e não se apegar em fatores externos como : ser o centro das atenções, pensar em ser considerado o melhor ministério da paróquia, o melhor músico, desejar ser paparicado pelos fiéis e sacerdotes, tocar com cantores católicos famosos. Não! Nossa missão é como afirmei anteriormente Preparar o Caminho e dizer como João Batista: Que Ele cresça e eu diminua.
Digo isso porque todos sem excessão somos tentados a pensar desta forma errônea, de se achar um músico e não um ministro. O músico toca para que a música o sirva, traga-lhe algum benefício e o ministro de música trabalha a espiritualidade na música, é uma ferramenta para entoar o cântico do céu que fecunda os corações árduos, duros e secos. É dificil a vida do ministro de música, temos de estar sempre atentos a formação do ministério em termos litúrgicos, musical e espiritual, saber escolher bem as músicas certas para o momento quer seja a Missa, Grupo de Oração ou mesmo Evangelizashow. Quando se toca na Missa somos os primeiros a chegar na Igreja, depois do sacristão e um dos últimos a ir embora, temos que fazer a leitura de toda Missa com dias de antecedência para preparar o repertório, a questão do som também é uma dificuldade, geralmente cabe ao ministério de música equalizar o som e isso com certeza é difícil porque a altura do som sempre agrada a uns e desagrada a outros, críticas vem de todos os lados.Por isso é necessário estar ciente de seu ministério para que as tribulações não enfraqueça os ministros de música, a oração e adoração ao Santíssimo deve ser um costume do ministério porque é necessário estar unidos ao coração de Jesus e somente assim poderemos ser verdadeiros instrumentos nas mãos de Deus e através desta união podemos testemunhar as tribulações se tornarem degraus para o crescimento ministerial e musical de todos os integrantes.
É muito bonito participar de uma Missa ou um Grupo de Oração ouvindo aquelas lindas canções que tocam nosso coração mas não devemos ver o ministerio de música como uma banda musical que estão a frente para serem conhecidos ou se tornarem renomados e sim um grupo de pessoas que estão servindo e dedicando o todo o tempo necessário de suas vidas para que Jesus seja mais adorado e amado por todos, para que o Santo Sacrifício do Altar seja perpetuado em nossos corações e possamos participar santamente do banquete do Cordeiro.
Se você estiver na dúvida sobre servir ou não em um ministério, não se apresse, pense e busque formação em livros e palestras, deixe que Jesus amadureça em você esta missão para que possa assumir verdadeiramente esta ordem de batalha como diz o Padre Jonas Abib, pois posso testemunhar a vocês que quando temos a certeza do que fazemos nossos frutos serão melhores e poderemos superar as tempestades que advir, quando não temos certeza, qualquer onda pode nos afundar e nos levar a desistir de seguir em frente. Pense Nisto!
Peço a Deus que possa frutificar mais e mais vocações santas em nossa Igreja, ministérios santos pois como diz a Palavra:
Lucas 10,2. Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.
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