Católicos Diante do Trono?

Fonte: Site Walmir Alencar
Autor: Walmir Alencar
Graças a Deus, temos um verdadeiro batalhão de músicos que servem ao Senhor da melhor forma possível...
Mas, infelizmente muitos músicos pensam apenas em música ou em como melhor executá-las.
Quantos não cantaram aquela canção: “Coroamos a ti, ó Rei Jesus!”
E mais à frente, a letra diz: “Ao Deus eterno, imortal. Invisível, mas real”.
Como trecho bíblico não existe nada errado nessa canção, mas é inadmissível que alguém a cante para Jesus na Eucaristia, sendo que o Senhor é tão visível aos nossos olhos.
As outras formas da presença de Cristo na Igreja, de maneira alguma são excluídas. Mas é nesse momento em que “sobretudo” o Senhor está presente, em Corpo Alma e Divindade. (Catecismo 1373 e 1374).
Eu me lembro perfeitamente daquelas experiências que fazíamos na escola:
O professor nos explicava que a rã era um animal “pecilotérmico”, ou seja, como precisa de calor externo para manter suas atividades metabólicas, sua temperatura acompanha a do ambiente... Portanto a rã não sente como nós sentimos as mudanças de tempo. Se colocarmos essa rã viva, numa panela com água e levarmos ao fogo. A água vai ficando quente e com certeza ela vai gostar, pois sua temperatura vai acompanhando... Daí...O resto você já sabe, não é mesmo? A pobre rã só irá perceber que está morrendo, quando não tiver mais tempo pra fugir. Coitadinha!
Pois é! Só que isso não acontece só com a rã...
Tem muito “católico pecilotérmico” por aí.
Gente que lê qualquer livro, que ouve qualquer conselho...
Qualquer novidade musical já coloca no repertório e vai ensaiando e cantando.
Vai simplesmente acompanhando o que aparece, sem perceber o perigo.
Recentemente uma famosíssima cantora evangélica falou numa de suas apresentações:
“A única coisa que me deixa triste é ver que muitos usam as nossas canções para adorar um pedaço de trigo com água”.
Após esse fato ter acontecido, muitos católicos no Brasil, literalmente quebraram os discos evangélicos que tinham em casa e ainda estão quebrando.
Aliás, como se diz no popular, eu vi com meus próprios olhos, gente quebrando CDs evangélicos e com lágrimas nos olhos. Mas não numa atitude de raiva, mas por pensar assim: “Poxa vida, como eu fui troxa!”.
Um outro fato que me contaram na diocese de Osasco/SP, foi que algumas pessoas estavam num pequeno momento de oração numa fábrica. E ali havia católicos e evangélicos.
O católico tocou e cantou a canção “O que agrada a Deus” da Irmã Glenda.
Os evangélicos ficaram maravilhados com a unção daquela música e a levaram para a igreja deles, onde todo o povo decorou a música e a cantava com toda a força.
Passado um certo tempo, o mesmo evangélico que dizia que Deus estava operando grandes coisas em seu meio por intermédio daquela música, ao encontrar o católico na fábrica, lhe perguntou “de onde era aquela música”...
Quando o evangélico soube que a canção era composta por uma freira e ainda por cima inspirada nas palavras de uma santa... Santa Terezinha do Menino Jesus... Minha nossa!
Acredite quem quiser... O pastor daquela igreja, durante mais de um mês fez uma campanha de descontaminação de sua igreja. (pausa)
Diante do trono de Deus iremos prestar contas dos dons que recebemos. Não poderemos chegar diante do trono de Deus e dizermos:
“Senhor, eu evangelizei e preguei o teu Evangelho por meio de muitas músicas cristãs que aprendi!”.
Com certeza, o Senhor pedirá contas de tudo que nos foi dado (composições, novas inspirações...) e não daquilo que é do vizinho.
Peço a Deus que nos dê inteligência e firmeza necessária para defendermos a nossa fé.
Walmir Alencar
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