A 1º Tentação - Herodes- A Tentação da Vaidade

Fonte: Formação Espiritual de Evangelizadores na Musica
Autor: Roberto e Neusa Tannus
Transcrição: Rogério Hirota
Em Atos 12,20-23 encontramos o rei Herodes vestido de trajes reais e pronto para fazer um discurso ao povo que governava. O povo aplaudia e elogiava o rei que se sentia cada vez mais cheio de si. O auge da vidade aconteceu quando o povo elevou este comentário:
" É a voz de um deus e não de um homem" (Vers. 22)
Aquela afirmação do povo foi demais para ele, ele estava todo cheio de vaidade. Foi aí que a mão de Deus agiu pesadamente sobre o rei :
" No mesmo instante, o anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado honra a Deus. E, roído de vermes, expirou. " (Vers. 23)
A causa da morte do rei Herodes foi exatamente esta: a de não haver dado glória a Deus.
Em Isaías 48,11b encontramos a seguinte afirmação a respeito:
" A ninguém posso ceder minha glória. ".
O rei Herodes estava se sentindo no lugar do Deus verdadeiro e era o povo mesmo quem afirmava isso, alimentando assim o ego do desafortunado rei.
Assim acontece também com o músico quando, diante do povo para o qual ele executa sua musica, quando não visa dar glória a Deus: acaba roído de vermes. A vaidade cheira mal dentro de nós. Quando se ministra a música sem buscar o louvor a Deus, começa-se a morrer por dentro e perde-se a unção do Espírito Santo.
Quando começamos a receber elogios por nosso serviço prestado a Deus, os elogios até que são bem intencionados, porém estes elogios podem funcionar em nós causando um efeito devastador, se nos deixamos levar pelo orgulho e pela vaidade. Se o elogio me faz " inchar " então logo os vermes começarão a agir dentro de mim.
Devemos ser como aquele burrinho que conduziu Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém (Lc 19, 29-40). Ele estava amarrado. Aos discipulos havia dada a ordem de pegarem o burrinho sem falar nada com ninguém. A única recomendação do Senhor era de que , se o dono perguntasse, os discipulos deveriam apenas responder: " O Senhor precisa dele ! ". E quando já estão desamarrando o burrinho, a explicação simplória foi dada ao dono e o satifez plenamente. Jesus então montou o burrinho depois que ele foi enfeitado com as vestes dos próprios discipulos. Na entrada de Jerusalém as palmas e os mantos eram estendidos no chão para Jesus passar com o burrinho que ia todo alegre...
Também um dia o Senhor usou de alguém para nos desamarrar, tirar-nos do antigo dono e nos fazer levar Jesus ao povo que espera ansioso e sedento. Fomos enfeitados com os carismas e o Senhor nos dotou de capacidades para ministrar a Musica Divina. Tornamo-nos como o burrinho que vai levando Jesus através da música onde o Mestre precisa ir. No nosso caminho levando Jesus na música vão surgindo palmas, mantos, elogios...Mas as palmas e os mantos não são para o burrinho, são para Jesus. Burro do burrinho se acreditar que as palmas são para ele!
Porque o Senhor quis montar no burrinho para entrar em Jerusalém? Era para cumprir o oráculo do profeta que dizia que o Ungido de Deus viria humildemente montado num burrinho (Zc 9,9). Porém a explicação que o Senhor aos seus discipulos para passar ao dono do burrinho era só essa: "O Senhor precisa dele".
O próprio Jesus não se mostrou como Rei orgulhoso na sua entrada em Jerusalém, pois ele estava acimados apupos da multidão. Deve ser esta a nossa atitude ao levarmos Jesus aos homens: humildade. Humildade de quem sabe que só esta levando Jesus, que a honra pertence só a Ele e que as palmas são só para Ele. No momento em que estivermos ministrando a música devemos nos lembrar de que, sem Jesus, o nosso lugar seria na "estrebaria", no esquecimento. Se você ministro de música, perguntar porque o Senhor o escolheu para levá-lo através de sua melodia, a resposta será a mesma que os discipulos deram ao dono do burrinho: "O Senhor precisa dele!" - O Senhor precisa de você ! E levar Jesus através da música, sem vaidades, é a sua missão!
Não foi apenas o rei Herodes o único rei da Biblia a se esquecer de onde vinha seu poder, não foi ele o único a deixar de dar glória a Deus. No livro de Daniel temos o registro da história do testemunho do rei Nabucodonosor. É o próprio Nabucodonosor quem conta:
" Doze meses mais tarde, o rei, passeando (nos terraços) do palácio real, fazia esta reflexão: eis aí verdadeiramente a grande Babilônia, que construí para fazer dela uma mansão real por meu poder soberano, e para servir à glória de minha majestade! Falava ainda, quando uma voz baixou do céu: anunciam a ti, rei Nabucodonosor, que teu reino te foi arrebatado.Vão expulsar-te dentre os homens para te fazer viver entre os animais dos campos; pastarás ervas como os bois. Sete tempos passarão sobre ti, até que reconheças que o Altíssimo domina sobre a realeza humana e que a confere a quem lhe apraz. No mesmo momento, o oráculo pronunciado sobre Nabucodonosor cumpriu-se; ele foi expulso dentre os homens e pastou ervas como os bois; seu corpo foi molhado pelo orvalho do céu. Seu pêlo cresceu como penas de águia e suas unhas, como unhas de pássaro. Ao terminar os dias marcados, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos para o céu. A razão voltou-me e eu bendisse o Altíssimo; louvei e glorifiquei aquele que vive eternamente, cuja dominação é perpétua, cujo reino subsiste de idade em idade. " Daniel 4: 26-31
Nabucodonosor disse que construiria o seu reino com a força do seu poder e para a honra de sua majestade e enquanto as palavras ainda se encontravam em sua boca, o reino lhe foi tirado. Ficou louco durante sete anos até que aprendeu a dar Glória da Deus.
O erro de Herodes foi um pouco mais sério: permitiu que o povo o adorasse. Por isso mesmo teve a pena de morte.
Se você tem um maravilhoso dom de pregar, de cantar, ou tocar , ou animar uma assembléia, lembre-se que Deus lhe deu esse dom, foi Ele que o colocou onde está. Cuidado para não se envaidecer!
Se você pretende andar com Deus, cantar e tocar para o Senhor, então há um principio vitalmente importante e inviolável a manter em mente: TEM DE SE LEMBRAR DE DAR GLÓRIA A DEUS.
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